Petrobras e Prio impulsionam bolsa brasileira em meio a conflito geopolítico e disparada do Brent
O dólar à vista encerrou o primeiro pregão de março em alta de 0,62%, cotado a R$ 5,16, refletindo o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,28% e fechou aos 189.316 pontos, impulsionado principalmente pela forte valorização das ações da Petrobras (PETR4) em meio à disparada dos preços do petróleo.
Contexto internacional: petróleo dispara após ataques no Oriente Médio O pano de fundo desse movimento foi a escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã, que resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e no fechamento do estratégico Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo. O Brent, referência internacional, chegou a subir mais de 13% durante o pregão, encerrando com alta de 6,68% a US$ 77,74 o barril em Londres. Esse cenário beneficiou diretamente as petroleiras brasileiras, com destaque para a Petrobras, cujas ações subiram 4,58%, e para a Prio (PRIO3), que liderou as altas do Ibovespa com avanço de 5,12%.
Impacto setorial: Petrobras e Prio puxam o Ibovespa, Braskem (BRKM5) recua A valorização das petroleiras foi decisiva para reverter o sinal negativo do índice, que chegou a cair quase 1% no início do dia. Por outro lado, a Braskem pressionou o Ibovespa para baixo após divulgar queda nas vendas de resinas e químicos no Brasil, conforme relatório operacional do quarto trimestre de 2025. Analistas do setor, como o BTG Pactual, mantêm cautela diante do cenário desafiador para a indústria petroquímica nacional.
Cenário doméstico: Focus revisa Selic para baixo No Brasil, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central trouxe uma nova revisão para baixo na projeção da taxa Selic (SELIC) ao final de 2026, agora estimada em 12% ao ano. As expectativas para o IPCA (IPCA) de 2026 permaneceram estáveis em 3,91%, mesmo após o IPCA-15 surpreender para cima na semana anterior. O ambiente de juros e inflação segue no radar dos investidores, que monitoram possíveis impactos sobre o ritmo de cortes na Selic.
Mercado global: volatilidade e cautela No cenário internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os ataques ao Irã podem durar de quatro a cinco semanas, mas com possibilidade de prolongamento. A incerteza sobre a liderança iraniana após a morte de Khamenei adiciona volatilidade aos mercados. Wall Street fechou sem direção única, enquanto bolsas europeias e asiáticas registraram quedas expressivas, refletindo o clima de aversão ao risco global.
Para investidores atentos ao impacto de eventos geopolíticos e oscilações do petróleo sobre empresas brasileiras, a ferramenta de Comparador de Ações da AUVP Analítica permite analisar, lado a lado, indicadores fundamentais de Petrobras, Prio, Braskem e outras companhias do setor, facilitando decisões estratégicas em momentos de alta volatilidade.