Estratégia visa cortar até R$18 bi em dívidas e impulsionar crescimento da CSN Mineração
A CSN (CSNA3) anunciou uma reestruturação estratégica que promete impactar significativamente o cenário corporativo brasileiro.
Em busca de fortalecer sua estrutura de capital e abrir espaço para um novo ciclo de crescimento, a companhia decidiu vender ativos relevantes, com destaque para a CSN Cimentos e uma participação expressiva na CSN Infraestrutura.
Contexto e estratégia de desinvestimento
O movimento, divulgado nesta quinta-feira, reflete a necessidade da CSN (CSNA3) de reduzir seu elevado endividamento, que atingiu R$ 37,5 bilhões no terceiro trimestre de 2025, resultando em uma alavancagem de 3,14 vezes o Ebitda. A meta é ambiciosa: cortar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões em dívidas, o que pode reduzir a alavancagem para 1,83x e, no longo prazo, aproximá-la de 1x. Essa reestruturação visa concentrar esforços em segmentos de maior rentabilidade, crescimento e sinergia, tornando o portfólio mais enxuto e eficiente.
Impacto no portfólio e nos resultados
A venda dos ativos, que juntos representam cerca de 19% do faturamento e 28% do Ebitda do grupo, deve começar já em janeiro, com expectativa de fechar os primeiros negócios em 2026. A CSN já contratou assessores financeiros para conduzir as operações, mas ressalta que as transações dependem de aprovações regulatórias. Além disso, a companhia avalia alternativas para a CSN Siderurgia, setor responsável por metade da receita líquida e 18% do Ebitda, mas que vem enfrentando desafios de rentabilidade.
Foco em mineração e energia
Enquanto se desfaz de alguns ativos, a CSN reforça sua aposta na CSN Mineração (CMIN3), considerada a principal avenida de crescimento do grupo. Com projetos robustos e produtos de alta qualidade, a mineradora respondeu por 33,3% do faturamento e 56,8% do Ebitda no último trimestre analisado. A CSN Energia, por sua vez, permanece no portfólio devido ao alto retorno e baixo risco, reforçando a estratégia de manter ativos que agregam valor sustentável ao grupo.
Projeções e visão de futuro
A expectativa da CSN é que, com o portfólio renovado, o grupo possa dobrar seu Ebitda e rentabilidade em até oito anos, mantendo o endividamento sob controle. O foco em segmentos estratégicos e a busca por eficiência operacional devem reposicionar a companhia entre os principais players do mercado nacional.
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