Análise destaca renovação estratégica e potencial de crescimento da Ultrapar no setor de óleo e gás
O setor de óleo e gás brasileiro ganhou um novo protagonista na visão do mercado: a Ultrapar (UGPA3) foi elevada à principal recomendação do BTG Pactual para o segmento, conforme relatório divulgado nesta sexta-feira. A análise do banco, que inicia cobertura da companhia com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 31 para os próximos 12 meses, destaca uma mudança estratégica relevante na holding, agora mais ativa na gestão de portfólio e disciplinada na alocação de capital.
Contexto e fundamentos da recomendação
Ultrapar (UGPA3) , dona de marcas consolidadas como Ipiranga e Ultragaz, além de ativos de infraestrutura como Hidrovias e Ultracargo, passa por um momento de renovação estratégica. O BTG Pactual enxerga na companhia uma combinação de negócios resilientes e potencial de crescimento, sustentados por uma sólida geração de caixa e estrutura de capital confortável. O relatório ressalta que, no segmento de distribuição de combustíveis, a expectativa é de continuidade do ciclo operacional positivo, com projeção de margem Ebitda média de R$ 165 por metro cúbico para a Ipiranga em 2026. Esse desempenho deve ser impulsionado pelo aumento de volumes e por um ambiente competitivo mais saudável, marcado pela redução de irregularidades no setor.
No caso da Ultragaz, a perspectiva é de expansão gradual dos resultados, com margem estimada próxima de R$ 1.045 por tonelada em 2026. A avaliação do BTG também leva em conta a capacidade da Ultrapar de manter uma alavancagem controlada, mesmo após o pagamento projetado de cerca de R$ 1,2 bilhão em dividendos até 2026, o que representa aproximadamente 50% do lucro no período.
Impacto para investidores e projeções
O relatório do BTG Pactual sugere que, caso a Ultrapar opte por priorizar a distribuição de caixa em vez de novas aquisições, o rendimento potencial de dividendos pode atingir níveis ainda mais atrativos. Além disso, uma eventual melhora adicional nas margens da Ipiranga pode contribuir para a redução dos múltiplos de negociação das ações, tornando o papel ainda mais interessante do ponto de vista de valuation.
Análise AUVP Analítica: potencial de valorização e retorno
A visão do BTG reforça a percepção de que a Ultrapar está subestimada como alocadora de capital e bem posicionada para entregar crescimento rentável e retorno consistente aos acionistas nos próximos anos. Para investidores atentos ao setor de óleo e gás, a companhia desponta como uma alternativa robusta diante do cenário competitivo e das oportunidades de remuneração via dividendos.
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