Carteira foca em ativos pós-fixados e diversificação setorial para superar IFIX em 2025
Com o fim de ano se aproximando e o clima natalino tomando conta do mercado, o BTG Pactual apresentou sua carteira recomendada de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) para dezembro, destacando 18 ativos com potencial de distribuir dividendos superiores a 20%. A seleção, assinada pelos analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira, reflete uma estratégia tática diante do cenário macroeconômico, especialmente após a recente queda do índice de inflação, que favoreceu a realocação de posições dentro da carteira.
Estratégia e realocação: foco em pós-fixados
Neste mês, o BTG optou por reduzir a exposição ao fundo CLIN11 em 2% e, simultaneamente, ampliar a participação em KNCR11 na mesma proporção. A justificativa para esse movimento está na atratividade dos ativos pós-fixados no curto prazo, impulsionados pelo recuo da inflação. Mesmo com a diminuição em CLIN11, o banco mantém uma perspectiva positiva para o fundo, ressaltando seu potencial de valorização e a sensibilidade favorável aos movimentos de juros e inflação.
Diversificação e equilíbrio setorial
A carteira recomendada pelo BTG busca equilibrar previsibilidade de rendimento, principalmente via CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), com diversificação entre diferentes segmentos do setor imobiliário. Aproximadamente 53% da carteira está alocada em CRIs, enquanto o restante se distribui entre galpões logísticos (19%), renda urbana (10,5%), lajes corporativas (7%), shoppings (7,5%) e hedge funds (3%). Essa composição visa mitigar riscos e capturar oportunidades em múltiplos setores, proporcionando maior estabilidade ao investidor.
Desempenho acima do IFIX e perspectivas para 2025
Segundo o relatório, a carteira recomendada do BTG superou o desempenho do Índice de Fundos Imobiliários (IFIX), principal índice do mercado de FIIs, ao longo de 2025. Esse resultado reforça a assertividade da estratégia adotada e a capacidade de adaptação frente às mudanças do cenário econômico. Para dezembro, a seleção dos 18 FIIs reflete uma busca por ativos com histórico consistente de distribuição de dividendos e potencial de valorização, mesmo em um ambiente de juros e inflação em transição.
Os destaques da carteira
Entre os fundos recomendados, merecem atenção KNCR11, com peso de 14% e dividend yield anualizado de 12,5%, e RBRY11, que apresenta um dos maiores yields da lista, com 15,5%. O portfólio também contempla fundos de logística, lajes corporativas, shoppings e renda urbana, evidenciando a preocupação com a diversificação e a resiliência dos rendimentos.
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