Venda da fatia do Banco Master na Biomm pode fortalecer farmacêutica diante do fim da patente do Ozempic
O interesse do BTG Pactual (BPAC11) em ativos do Banco Master volta ao centro das atenções do mercado financeiro, após um pedido do governo federal para que a instituição avalie a aquisição da participação do Master na Biomm (BIOM3), farmacêutica de destaque no setor de biomedicamentos. O movimento ocorre em meio à liquidação do Banco Master pelo Banco Central, contexto que pressiona a venda de ativos para quitação de dívidas e reorganização societária.
Contexto e impacto no mercado
O Banco Master, por meio do fundo Cartago, detém cerca de 26% das ações da Biomm. Com a instituição em processo de liquidação, a venda dessa fatia tornou-se inevitável, atraindo o interesse de grandes players do setor financeiro. BTG Pactual (BPAC11), que já possui participação na Biomm ao lado do BNDES, surge como potencial comprador, o que poderia consolidar ainda mais sua influência na farmacêutica.
A possível aquisição ganha relevância estratégica diante do iminente fim da patente do Ozempic, medicamento da Novo Nordisk utilizado para emagrecimento. A partir de março do próximo ano, a abertura para produção local de versões genéricas pode transformar o mercado nacional de medicamentos, estimulando concorrência e reduzindo custos. O Ministério da Saúde, atento a esse cenário, apoia a operação como forma de fortalecer a indústria farmacêutica brasileira e ampliar o acesso a tratamentos inovadores.
Estratégia e projeções para a Biomm
A Biomm (BIOM3) já é reconhecida por sua expertise no fornecimento de insulina e dispositivos para aplicação de medicamentos, sendo parceira histórica do governo federal. Caso o BTG avance na compra, a farmacêutica pode se posicionar como protagonista na produção nacional de remédios para emagrecimento, aproveitando a janela de oportunidade aberta pelo fim da patente do Ozempic.
Além do potencial de crescimento, a operação representa uma blindagem para a Biomm contra riscos jurídicos decorrentes da falência do Banco Master. A venda da participação do Master é vista como medida necessária para garantir a estabilidade acionária e proteger os interesses dos demais investidores.
Reação do mercado e posicionamento do BTG
A notícia do possível negócio impulsionou as ações da Biomm, que registraram alta superior a 4,5% e valor de mercado acima de R$ 1 bilhão. O movimento reflete o otimismo dos investidores diante da perspectiva de fortalecimento da empresa e de avanços no setor farmacêutico nacional.
No entanto, o BTG Pactual divulgou nota oficial negando qualquer negociação em curso para ampliar sua participação na Biomm. Apesar da negativa, o interesse do mercado e o contexto regulatório mantêm o tema em evidência, sinalizando que movimentos estratégicos podem ocorrer a qualquer momento.
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