Ações da Braskem despencam na B3 após inadimplência de R$ 3,6 bi impactar Banco do Brasil e mercado reage
A Braskem enfrenta um momento delicado no mercado financeiro
A Braskem (BRKM5) enfrenta um momento delicado no mercado financeiro, com suas ações despencando na B3 nesta quinta-feira (12), após suspeitas de um calote bilionário ao Banco do Brasil (BBAS3). O episódio ganhou destaque após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 do Banco do Brasil, quando a instituição revelou que sua taxa de inadimplência foi impactada por um caso específico envolvendo a carteira de títulos e valores mobiliários de pessoas jurídicas.
Segundo o Banco do Brasil, houve um atraso de R$ 3,6 bilhões por mais de 90 dias, elevando o índice de inadimplência da carteira de pessoas jurídicas para 3,75%. Sem esse evento isolado, a taxa teria sido de 2,86%. Apesar do vice-presidente de riscos do banco, Felipe Prince, não ter revelado o nome da empresa envolvida, o mercado rapidamente associou o caso à Braskem, especialmente após movimentações recentes envolvendo sua controladora, a Novonor.
Em 2025, a Novonor negociou um acordo com bancos credores para reestruturar sua dívida, culminando em dezembro com a gestora IG4 Capital assumindo cerca de R$ 20 bilhões desse passivo por meio de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios). Essa operação, garantida por ações da Braskem, resultou na transferência do controle da petroquímica para a IG4 Capital. A Petrobras (PETR4), segunda maior acionista da Braskem, optou por não exercer seu direito de preferência para assumir o controle da companhia, decisão comunicada poucas horas antes do caso de inadimplência vir à tona.
A confirmação da ligação entre a Braskem e o aumento da inadimplência do Banco do Brasil, noticiada por veículos como Broadcast e Folha de S. Paulo, intensificou a pressão sobre as ações da petroquímica. Às 17h15, os papéis da Braskem registravam queda de 10,90%, liderando as perdas do pregão e interrompendo uma sequência de quatro altas consecutivas, impulsionadas anteriormente pela aprovação de um projeto de lei que amplia benefícios fiscais para as indústrias química e petroquímica.
O episódio evidencia como questões de crédito corporativo e reestruturação de dívidas podem impactar diretamente o desempenho das ações e a percepção de risco no mercado. Para investidores atentos à saúde financeira das companhias listadas, a plataforma AUVP Analítica oferece o Ranking de Ativos, uma ferramenta essencial para monitorar indicadores de inadimplência, endividamento e performance das principais empresas da Bolsa.