Mercado brasileiro reflete baixa liquidez e cenário de inflação e juros estáveis; Wall Street fecha em alta
O dólar à vista encerrou esta segunda-feira em leve alta de 0,13%, cotado a R$ 5,17, refletindo um dia de baixa liquidez no mercado brasileiro devido ao jogo do Brasil na Copa do Mundo. Enquanto isso, o Ibovespa (IBOV) registrou uma pequena queda de 0,05%, fechando aos 173.205,35 pontos, destoando do otimismo observado nas bolsas americanas.
Cenário doméstico: inflação e juros estáveis
No ambiente interno, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central trouxe um alívio ao interromper, após 15 semanas consecutivas, as revisões para cima nas projeções de inflação. A mediana para o IPCA de 2026 foi mantida em 5,33%, sinalizando uma pausa nas preocupações inflacionárias. Da mesma forma, as expectativas para a taxa Selic permaneceram estáveis, com projeção de 14% ao final de 2026, indicando que o mercado vê um cenário de juros elevados por mais tempo.
No campo político, a pesquisa eleitoral BTG Pactual/Nexus mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 44%. A movimentação reflete um cenário eleitoral ainda indefinido, com oscilações que podem impactar o humor dos investidores nos próximos meses.
Déficit fiscal em linha com o esperado
O Tesouro Nacional divulgou que o governo central registrou déficit primário de R$ 53,257 bilhões em maio, resultado alinhado com as expectativas do mercado, mas superior ao déficit do mesmo período do ano anterior. O dado reforça o desafio fiscal do país e mantém o tema no radar dos agentes econômicos.
Destaques corporativos: Braskem lidera ganhos, Vale e Petrobras oscilam
Entre as ações de maior peso no Ibovespa (IBOV), a Vale apresentou leve recuo de 0,02%, mesmo com a alta do minério de ferro na China. Já a Petrobras avançou 0,21%, acompanhando a valorização do petróleo Brent no mercado internacional. O setor bancário também teve desempenho positivo, com o Itaú subindo 0,40%.
O destaque do dia ficou para a Braskem, que disparou 5,76% após a Justiça determinar o congelamento do pagamento de R$ 2,6 bilhões em dívidas com vencimento em julho, trazendo alívio momentâneo para a companhia. Na ponta oposta, a Azzas 2154 liderou as perdas, caindo 3,21%.
Wall Street em alta e recorde do Dow Jones
Nos Estados Unidos, o clima foi de otimismo, com os principais índices de Wall Street fechando em alta. O Dow Jones (DJA) atingiu novo recorde de fechamento, impulsionado pela estreia da Alphabet no índice, que substituiu a Verizon Communications e teve alta de 5%. O S&P 500 (SPX) e o Nasdaq (NDX) também avançaram, refletindo o bom desempenho das ações de tecnologia.
No cenário internacional, as negociações entre Irã e Estados Unidos seguem no radar, enquanto na Europa os mercados fecharam mistos e, na Ásia, a maioria dos índices encerrou o dia em território positivo.
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