Investidores observam sinais de suporte e entrada institucional em meio à volatilidade e queda da criptomoeda
O Bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, enfrenta um início de 2026 desafiador, operando abaixo dos US$ 90 mil e acumulando uma queda de quase 30% em relação ao seu topo histórico de US$ 126,1 mil, registrado em outubro de 2025. O movimento de baixa, que já se estende por três meses, levanta questionamentos entre investidores e entusiastas sobre qual seria o ponto de virada capaz de reverter esse cenário.
Contexto de mercado e fatores de suporte
Apesar do clima de correção, analistas do BTG Pactual destacam sinais de alívio nos vetores de suporte estrutural para o mercado de criptoativos. Empresas de tesouraria voltaram a realizar compras líquidas expressivas de Bitcoin na virada do ano, somando US$ 2,6 bilhões após um período de menor atividade. Além disso, os ETFs de Bitcoin registraram entradas líquidas de US$ 458,77 milhões na última semana, o maior volume em doze semanas, indicando um renovado interesse institucional.
Resistência técnica e perspectivas
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin permanece em uma faixa de consolidação desde novembro, com a região dos US$ 94 mil se consolidando como a principal resistência de curto prazo. Segundo os analistas, a superação desse patamar é fundamental para que a criptomoeda retome uma trajetória de alta consistente. Até lá, o viés do mercado segue neutro a levemente defensivo, refletindo a cautela dos investidores diante da volatilidade recente.
Comparativo de desempenho e análise de rentabilidade
Para quem investiu em Bitcoin há 12 meses, o cenário atual é de desvalorização: um aporte de R$ 1 mil teria se transformado em R$ 839,80, enquanto o CDI (CDI), principal índice da renda fixa brasileira, teria proporcionado um retorno de R$ 1.143,90 no mesmo período. Esse contraste reforça a importância de avaliar riscos e diversificar estratégias em momentos de incerteza no mercado de criptoativos.
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