Lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bi no 4T25, queda anual de 40%, mas avanço de 51% na margem trimestral
O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, superando de forma expressiva as expectativas do mercado, que projetavam R$ 4,5 bilhões segundo consenso da Bloomberg. Apesar de representar uma queda de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior, o resultado sinaliza uma recuperação relevante frente ao terceiro trimestre, com avanço de 51% na margem, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador.
Contexto e desafios do setor
O desempenho do Banco do Brasil (BBAS3) ganha ainda mais destaque considerando a forte pressão enfrentada desde o segundo semestre, especialmente devido à deterioração da carteira de crédito do agronegócio e ao aumento das provisões exigidas pela Resolução CMN nº 4.966/2021. Essa normativa endureceu os critérios contábeis para perdas de crédito, tornando o ambiente operacional mais rigoroso para as instituições financeiras.
Agronegócio segue como ponto de atenção
O agronegócio permanece como o principal vetor de preocupação para o banco. Desde o terceiro trimestre de 2025, o aumento das recuperações judiciais no setor tem impactado diretamente a qualidade da carteira. Dados da Serasa Experian mostram que 8,3% da população rural estava inadimplente no período, um crescimento de 0,9 ponto percentual em relação ao ano anterior. Esse cenário elevou a necessidade de provisões e pressionou a rentabilidade do banco, que também passou a reconhecer perdas potenciais de forma antecipada devido às novas regras contábeis.
Rentabilidade ainda aquém dos concorrentes
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do Banco do Brasil ficou em 12,4% no trimestre, uma queda de 8,4 pontos percentuais na comparação anual, embora tenha avançado 4 pontos em relação ao trimestre anterior. Mesmo com a surpresa positiva no lucro, o banco ainda está distante dos principais concorrentes privados: Itaú, Santander e Bradesco apresentaram ROEs de 24%, 17,5% e 15,2%, respectivamente, no mesmo período. Isso evidencia que o processo de normalização da rentabilidade do Banco do Brasil ainda está em andamento.
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