Mudança na taxação de proventos impulsiona distribuições e atrai investidores para ABEV3
Cenário de distribuição de dividendos na bolsa brasileira
O cenário de distribuição de dividendos na bolsa brasileira está em plena ebulição, impulsionado pela iminente mudança na tributação dos proventos. A partir de janeiro do próximo ano, pagamentos mensais acima de R$ 50 mil passarão a ser tributados em 10%, o que levou empresas listadas na B3 a anteciparem liberações expressivas de dividendos. Já são mais de R$ 65 bilhões anunciados, e a expectativa é de que esse movimento continue até o fim do mês.
Ambev (ABEV3) sob os holofotes
Entre as companhias sob os holofotes está a Ambev (ABEV3) , gigante do setor de bebidas e administradora de marcas como Brahma. Segundo análise do JP Morgan, a empresa tem potencial para anunciar dividendos extraordinários ainda em dezembro, aproveitando o contexto fiscal e a janela estratégica antes da nova regra. O banco, porém, pondera que o valor não deve ser elevado, considerando o atual cenário de juros altos no Brasil, que encarece o custo da dívida e limita o apetite para grandes distribuições.
O relatório do JP Morgan destaca que, historicamente, a Ambev costuma deliberar sobre proventos em reuniões de diretoria realizadas entre 10 e 12 de dezembro. O sentimento entre investidores, captado durante o evento Brazil Opportunities, é de quase certeza quanto à liberação de um novo pagamento, com estimativas de dividendos extraordinários variando entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões. Esse otimismo, inclusive, teria impulsionado o desempenho das ações da companhia no início de dezembro.
Histórico de dividendos e perspectivas para 2025
O último dividendo pago pela Ambev ocorreu em agosto, no valor de R$ 0,1283 por ação ordinária, elevando o dividend yield projetado para 2025 a 7,72% — patamar superior ao registrado em 2024. Esse histórico reforça a atratividade da empresa para investidores focados em renda passiva, especialmente diante das mudanças regulatórias.
Projeções do BTG Pactual e recomendações
O BTG Pactual, por sua vez, projeta um cenário ainda mais robusto. Para o banco, a Ambev poderia distribuir até R$ 34 bilhões em dividendos sem comprometer sua saúde financeira, reduzindo a alavancagem para 0,5x dívida líquida/EBITDA. Os analistas ressaltam que, além do impacto financeiro, um pagamento desse porte teria valor simbólico, fortalecendo a confiança dos acionistas minoritários e sinalizando uma busca por maior eficiência na estrutura de capital.
Apesar das expectativas, o BTG mantém recomendação neutra para o papel, aguardando definições mais claras sobre a estratégia da companhia. A análise sugere que, além de dividendos, a Ambev poderia considerar aquisições para otimizar retornos e justificar um possível re-rating no mercado.
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