Volatilidade marca o mercado com recuperação da Azul e alta de São Martinho, CVC e Petrobras
O mercado financeiro brasileiro foi palco de fortes emoções nesta sexta-feira, com destaque para as ações da Azul (AZUL54), uma das maiores companhias aéreas do país.
Após registrar uma queda expressiva na véspera, quando fechou cotada a R$ 25 em meio ao anúncio de um aumento de capital de R$ 7,4 bilhões, a companhia surpreendeu investidores ao disparar 160% nas primeiras horas do pregão, atingindo R$ 65 por volta do meio-dia, segundo dados da B3.
Oscilações intensas como essa refletem a sensibilidade do mercado diante de movimentos estratégicos das empresas. O aumento de capital, embora necessário para a reestruturação financeira da Azul, gerou preocupação entre acionistas devido à diluição das participações. Muitos investidores, especialmente aqueles que já estavam posicionados no papel, ainda acumulam perdas significativas no ano, já que as ações da companhia acumulam queda próxima de 100% desde janeiro. Por outro lado, quem apostou na recuperação recente pode ter encontrado uma janela de oportunidade para ganhos rápidos.
A volatilidade observada na Azul ilustra bem o cenário de incerteza que permeia o setor aéreo brasileiro, pressionado por custos elevados e desafios operacionais. Analistas de mercado já antecipavam movimentos bruscos, considerando o contexto de reestruturação e a necessidade de fortalecer o caixa da empresa para enfrentar a concorrência e manter sua posição entre as líderes do setor.
Enquanto isso, o Ibovespa (IBOV) também apresentou desempenho positivo, avançando 0,6% e se aproximando dos 164 mil pontos.
Desde o início do ano, o principal índice da bolsa brasileira acumula alta de 1,75%. Entre os destaques do dia, a São Martinho (SMTO3) liderou os ganhos com valorização de 6%, seguida por CVC (CVCB3) e Cury (CURY3), ambas com alta em torno de 4%. Entre as blue chips, Petrobras (PETR4) se destacou com avanço de 1,3%, enquanto Pão de Açúcar (PCAR3) figurou entre as maiores quedas, recuando 4%.
No câmbio, o real ganhou força frente ao dólar, que caiu 0,5% e foi negociado a R$ 5,36. O euro também recuou 0,7%, sendo cotado a R$ 6,23, conforme dados do Banco Central. Já no universo das criptomoedas, o índice CoinDesk 20 registrou queda de 1%, aos 2.900 pontos, com o Bitcoin (BTC) operando em baixa de 0,4%.
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