Mercado Financeiro
27/08/2026
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XP revisa Selic para 13,25% em 2023 após deflação do IPCA-15

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Desinflação precoce e desaceleração econômica abrem espaço para cortes adicionais na taxa básica de juros

A recente divulgação do IPCA-15, que apontou deflação de 0,4% em agosto, provocou uma reavaliação significativa das expectativas para a taxa Selic por parte do mercado financeiro. A XP Investimentos, atenta aos sinais de desaceleração econômica e desinflação precoce, revisou sua projeção para a taxa básica de juros, agora estimando a Selic (SELIC) em 13,25% ao ano no encerramento de 2023, ante a previsão anterior de 14%.

Contexto econômico e sinais de desaceleração O movimento de revisão ocorre em meio a leituras recentes de atividade econômica e inflação que surpreenderam para baixo. O IPCA-15 (IPCA), considerado uma prévia da inflação oficial, registrou queda expressiva, impulsionada principalmente pelo setor de Habitação, beneficiado por um bônus da Itaipu que reduziu as contas de energia elétrica. Além disso, o setor de Alimentação e bebidas também apresentou recuo, com destaque para a forte queda nos preços de itens como tomate, batata-inglesa, cenoura e café moído.

Segundo os analistas da XP, o estímulo fiscal não tem sido suficiente para reverter o quadro de demanda enfraquecida, já que o alto endividamento de consumidores e empresas, somado ao aumento dos custos de produção e à queda nos indicadores de confiança, limita o potencial de recuperação econômica.

Impacto nas decisões do Banco Central

Diante desse cenário, a XP acredita que o Banco Central tem espaço para promover cortes adicionais na Selic (SELIC), podendo reduzir a taxa em até 0,75 ponto percentual nas próximas reuniões do Copom. A avaliação é de que, com a desinflação se materializando antes do esperado, não há necessidade de uma pausa no ciclo de flexibilização monetária ainda este ano.

Projeções para o médio prazo

Para 2027, a corretora mantém a perspectiva de que a Selic (SELIC) convergirá para 11,5% ao ano, sinalizando que a revisão atual reflete apenas uma antecipação desse movimento, e não uma mudança estrutural na trajetória dos juros brasileiros.

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