Cenário-base da XP prevê valorização da Bolsa com Selic a 12% e destaque para eleições e ações diversificadas
A expectativa de cortes de juros no Brasil e nos Estados Unidos está redesenhando o cenário para a Bolsa brasileira em 2026, segundo análise recente da XP Investimentos. A corretora projeta um Ibovespa (IBOV) atingindo 185 mil pontos como cenário-base para o final de 2026, sustentado por um ciclo de afrouxamento monetário e pelo histórico de valorização do mercado acionário em períodos de queda da Selic (SELIC). O otimismo é reforçado pela previsão de que a taxa básica de juros encerre 2026 em 12% ao ano, mantendo a atratividade das ações frente à renda fixa.
Cenários para o Ibovespa: entre otimismo e cautela
No relatório divulgado nesta segunda-feira, a XP desenha três possíveis trajetórias para o principal índice da Bolsa. No cenário mais conservador, o Ibovespa (IBOV) poderia fechar em 144 mil pontos, enquanto o cenário otimista mira os 223 mil pontos, impulsionado por avanços no ajuste fiscal e uma melhora no ambiente político. Historicamente, a Bolsa brasileira tende a subir cerca de 35% durante ciclos de corte da Selic (SELIC), e o recente rali do mercado já aproxima o desempenho atual dessa média histórica.
Eleições e cenário doméstico ganham protagonismo
A XP destaca que, ao contrário de 2025, quando o fluxo internacional para mercados emergentes foi o principal motor da precificação, o ambiente doméstico deve ganhar mais peso em 2026. As eleições presidenciais entram no radar dos investidores, trazendo consigo a perspectiva de maior volatilidade. O anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro já provocou instabilidade nos mercados, sinalizando que o noticiário político e as decisões de política monetária serão determinantes para o comportamento dos ativos brasileiros no próximo ano.
Ações preferidas para 2026: diversificação e fundamentos sólidos
A corretora elencou 13 ações de diferentes setores como suas principais apostas para 2026, destacando nomes como Itaú, Marcopolo, Equatorial, Cyrela, Aura Minerals, Prio, Suzano, Iguatemi, Sabesp, Bemobi, Vivo, Rumo e Smart Fit. Os preços-alvo sugeridos refletem o potencial de valorização desses papéis diante do cenário projetado de juros mais baixos e ambiente macroeconômico favorável.
Dólar mais fraco e oportunidades em emergentes
No contexto internacional, a XP prevê um dólar estruturalmente mais fraco em 2026, ainda que com menor intensidade do que nos meses anteriores. A recomendação é de alocação neutra em mercados desenvolvidos e aumento da exposição em emergentes, especialmente China. Países exportadores de commodities, como o Brasil, permanecem atrativos, desde que mantenham políticas monetárias sólidas e avancem em ajustes fiscais.
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