XP destaca proteção do FGC e crescimento de ativos, apesar da queda no NPS após polêmica
Em meio à divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, a XP Investimentos voltou ao centro das atenções do mercado financeiro. Em teleconferência, o CEO Thiago Mafra abordou o polêmico caso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, e defendeu a atuação da corretora na oferta de títulos da instituição. Segundo Mafra, a grande maioria dos clientes da XP estava protegida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que teria garantido não apenas a segurança, mas também retornos acima da média para os investidores.
Contexto e repercussão no mercado
O episódio envolvendo os CDBs do Banco Master gerou debates intensos sobre a responsabilidade das corretoras na seleção e distribuição de produtos financeiros. Embora os papéis oferecessem remuneração superior à média antes da liquidação, muitos investidores enfrentaram um período de incerteza e espera até o ressarcimento oficial pelo FGC, o que impactou a rentabilidade efetiva dos investimentos.
Apesar das críticas, dados divulgados pela própria XP mostram que a confiança dos clientes permanece elevada. Segundo o diretor financeiro Victor Mansur, cerca de 80% dos recursos ressarcidos pelo FGC foram mantidos em contas vinculadas à corretora, superando com folga a média histórica de 65%. Esse movimento indica que, mesmo diante de turbulências, a relação entre assessores e clientes segue sólida e eficiente.
Impacto nos resultados e percepção dos clientes
No balanço mais recente, a XP reportou um volume de ativos sob custódia de R$ 1,5 trilhão, um crescimento expressivo de 16% em relação ao ano anterior. No entanto, a percepção dos clientes sofreu um revés: o Net Promoter Score (NPS), indicador de satisfação e lealdade, caiu de 74 para 65 no período. Mafra atribui a queda a um grupo específico de clientes afetados pelo episódio do Banco Master, mas ressalta que o NPS dos clientes assessorados permanece em patamar saudável.
Análise e perspectivas para investidores
O caso XP e Banco Master evidencia os desafios e responsabilidades das corretoras na oferta de produtos financeiros, especialmente em cenários de crise. Para o investidor, a lição é clara: diversificação e atenção à cobertura do FGC são essenciais para mitigar riscos e proteger o patrimônio.
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