Vazamentos afetaram rios e causaram autuação ambiental; operações seguem suspensas até medidas
Estruturas de contenção de água da Vale transbordaram, afetando rios de MG
(Imagem: Prefeitura de Congonhas/Divulgação)
Estruturas de contenção de água da Vale transbordaram, afetando rios de MG (Imagem: Prefeitura de Congonhas/Divulgação)
A Vale (VALE3) precisou paralisar atividades das minas de Viga e Fábrica, que ficam em Minas Gerais e registraram vazamentos de água no domingo (25).
🚨 Isso porque a prefeitura de Congonhas (MG) suspendeu os alvarás de funcionamento da Vale na região. O retorno das operações depende do cumprimento de medidas emergenciais de controle, monitoramento e compensação ambiental.
Em comunicado publicado na noite de segunda-feira (26), a Vale confirmou a suspensão das unidades, mas garantiu que o seu guidance de produção segue inalterado.
A companhia disse ainda que "irá se manifestar tempestivamente sobre as ações demandadas, colaborando integralmente com as autoridades competentes e prestando todos os esclarecimentos necessários".
IMPACTOS AMBIENTAIS
Mais cedo, a Vale havia dito que os extravasamentos de água já haviam sido contidos e que "não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra)".
🔎 A companhia também ressaltou que os incidentes não deixaram feridos, nem afetaram as comunidades próximas. Contudo, as autoridades locais identificaram danos ambientais decorrentes do incidente.
Segundo a prefeitura de Congonhas, 263 mil metros cúbicos de água turva escaparam apenas da mina de Fábrica, atingindo o rio Goiabeiras e inundando áreas da CSN Mineração (CMIN3) . Já o material que transbordou da mina Viga teria alcançado o rio Maranhão.
"Foram identificados danos ambientais decorrentes do carreamento de sedimentos e assoreamento de cursos d'água afluentes do Rio Maranhão", confirmou o governo de Minas Gerais.
VALE É AUTUADA
Diante disso, o governo de Minas Gerais autuou a Vale para cobrar a mitigação dos danos ambientais. A autuação se baseou nas seguintes infrações ambientais:
* intervenção de qualquer natureza que resulte em poluição, degradação ou danos aos recursos hídricos, às espécies vegetais e animais, aos ecossistemas e habitats ou ao patrimônio natural ou cultural, ou que prejudique a saúde, a segurança e o bem-estar da população; * deixar de comunicar à ocorrência de acidente com danos ambientais em até duas horas, contadas do horário em que ocorreu o acidente.
Segundo a prefeitura de Congonhas, o vazamento na mina de Fábrica foi registrado à 1h40, mas só foi informado às autoridades competentes ao meio-dia do domingo (25). Já na mina Viga, o problema ocorreu às 16h e foi comunicado às 23h do mesmo dia.
Nos dois casos, as estruturas de contenção de água da Vale transbordaram após fortes chuvas atingirem a região. A mineradora garantiu que suas barragens "seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas, sendo monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana".
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