Ações da B3 sobem mais de 5% após revisão positiva e expectativa de crescimento em 2026
As ações da B3 (B3SA3) protagonizaram um dos movimentos mais expressivos do Ibovespa nesta sexta-feira, impulsionadas por uma reavaliação positiva do UBS BB.
O banco elevou sua recomendação para compra e revisou o preço-alvo para R$ 19,50, sinalizando um potencial de valorização de 20% em relação ao fechamento anterior. O mercado reagiu de imediato: os papéis chegaram a subir mais de 5% no intradia, atingindo a máxima de R$ 17,09 e consolidando-se como destaque entre as ações mais negociadas do dia, com volume financeiro próximo de R$ 545 milhões.
Desconto relevante e potencial de reprecificação
O relatório do UBS BB destaca que, mesmo após o recente rali, a B3 (B3SA3) ainda negocia com um desconto significativo frente a bolsas de mercados emergentes e globais — cerca de 35% e 31%, respectivamente. Historicamente, esses descontos variam entre 34% e 36%, o que, segundo os analistas, reforça o espaço para uma reprecificação mais robusta dos ativos da companhia.
Fluxo estrangeiro e cenário de juros favorecem a B3
A mudança de recomendação do UBS BB está ancorada em dois pilares: o retorno consistente do fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira e a expectativa de afrouxamento monetário ao longo de 2026. Em janeiro, o ingresso de capital estrangeiro na B3 atingiu R$ 26,3 bilhões, o maior volume mensal desde 2022, superando todo o fluxo registrado em 2025. O banco acredita que esse movimento tende a se repetir, à medida que o Brasil volta ao radar dos investidores globais. No campo macroeconômico, a projeção do UBS BB é de que a Selic (SELIC) encerre 2026 em 11,5%, com cortes já a partir de março, cenário mais otimista do que o consenso de mercado. Juros mais baixos tendem a impulsionar a negociação de ativos de risco e a elevar o volume negociado na bolsa.
Ponto de inflexão nos volumes negociados
Após três anos de volumes fracos, o mercado brasileiro pode estar diante de um ponto de inflexão. O Ibovespa (IBOV) já acumula alta de cerca de 13% no ano, sinalizando uma recuperação da capitalização de mercado. Se mantidos os atuais níveis de capitalização e a taxa de giro observada em 2025, o UBS BB estima que o volume médio diário negociado em ações pode alcançar R$ 31,8 bilhões em 2026, um crescimento de 25% sobre o ano anterior. Esse avanço deve ser puxado principalmente por investidores pessoa física e estrangeiros.
Diversificação e motores adicionais de crescimento
Além do aumento dos volumes, a tese de investimento na B3 é reforçada por fatores como os benefícios fiscais associados aos juros sobre capital próprio (JCP) e a diversificação das receitas, especialmente em segmentos como OTC, Dados e Tecnologia. Os analistas do UBS BB veem a B3 bem posicionada para capturar o momentum positivo, com concorrência controlada e crescimento sustentado por novas frentes de negócio.
Projeções otimistas para resultados
Para 2026, o UBS BB projeta um lucro líquido de R$ 6 bilhões para a B3, alta de 10% em relação ao ano anterior. Em 2027, a expectativa é de um novo avanço, para R$ 6,4 bilhões, consolidando a visão de que a companhia pode estar entrando em uma nova fase de expansão de resultados.
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