BlackRock aumenta participação em Bradesco e Banrisul, refletindo confiança no mercado brasileiro
O UBS BB revisou para cima o preço-alvo das ações do Bradesco, elevando-o de R$ 24 para R$ 28, o que representa um potencial de valorização de 29%. O movimento ocorre em meio a uma onda de otimismo no setor bancário brasileiro, impulsionada por fatores políticos e macroeconômicos que têm atraído grandes investidores institucionais, como a BlackRock, para o mercado nacional.
BlackRock amplia exposição ao setor bancário brasileiro
A BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, comunicou ao mercado nesta terça-feira (13) que aumentou significativamente sua participação acionária em dois bancos de destaque: Bradesco (BBDC4) e Banrisul (BRSR6). No caso do Bradesco, a gestora passou a deter mais de 511 milhões de ações preferenciais, 50,6 milhões de ADRs e 143 milhões de ações ordinárias, alcançando 10,06% do total de ações preferenciais e 2,55% das ordinárias emitidas pelo banco. Já no Banrisul, a BlackRock detém agora 10,6 milhões de ações preferenciais, o equivalente a 5,2% dessa classe de papéis.
Segundo a gestora, a ampliação da posição tem caráter exclusivamente de investimento, sem intenção de influenciar o controle ou a administração das instituições. O movimento simultâneo em bancos com perfis distintos — um grande banco privado nacional e um banco público regional — revela uma aposta estratégica na resiliência e no potencial de valorização do setor bancário brasileiro.
Trade Flávio e valorização das ações de bancos
O contexto dessas aquisições é marcado pelo chamado "trade Flávio", um movimento de compra de ativos brasileiros associado à vantagem do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Desde o primeiro turno das eleições, as ações dos bancos vêm registrando forte valorização, com o Bradesco chegando a subir 22% no período, embora parte dos ganhos tenha sido devolvida recentemente. O otimismo do mercado se reflete também nas recomendações de grandes bancos internacionais: o JPMorgan, por exemplo, elevou recentemente sua recomendação para o Bradesco de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 28.
UBS BB revisa projeções e destaca impacto dos juros
A decisão do UBS BB de elevar o preço-alvo do Bradesco está fundamentada na expectativa de queda dos juros no Brasil, especialmente diante da possibilidade de mudanças no cenário político. Para os analistas, a redução dos rendimentos dos títulos públicos pode diminuir o custo de capital do banco, favorecendo seus resultados no médio e longo prazo. Em reunião recente com executivos do Bradesco, o UBS BB destacou que as tendências estruturais do banco permanecem sólidas, mas que um ambiente econômico mais favorável pode impulsionar ainda mais a performance da instituição.
Perspectivas para investidores
O cenário atual reforça o interesse de grandes investidores institucionais no setor bancário brasileiro, que se mostra resiliente mesmo diante das incertezas políticas e econômicas. A elevação do preço-alvo do Bradesco pelo UBS BB e o aumento da exposição da BlackRock sinalizam confiança no potencial de valorização das ações dos bancos nacionais.
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