Locatária BM Varejo não pagou aluguel de janeiro de 2026, gerando alerta sobre riscos do fundo
O fundo imobiliário Torre Rio Claro Offices (TRCO11) enfrenta um novo episódio de inadimplência, após a locatária BM Varejo Empreendimentos não efetuar o pagamento do aluguel referente a janeiro de 2026 dentro do prazo contratual. O vencimento ocorreu na última quinta-feira (5), sem que os valores fossem quitados, acendendo um alerta entre os investidores do setor imobiliário.
Contexto e Reação do Mercado
A administradora Ouribank Banco comunicou ao mercado, por meio de fato relevante, que adotará todas as medidas previstas em contrato, incluindo a cobrança de multa e encargos financeiros. O episódio reforça a preocupação dos cotistas com a previsibilidade de caixa do fundo, especialmente em um momento de maior sensibilidade do mercado imobiliário, onde atrasos podem comprometer a distribuição de rendimentos.
Histórico de Inadimplência e Impacto na Confiança
Não é a primeira vez que o TRCO11 enfrenta esse tipo de situação. Em janeiro, o fundo já havia comunicado o não pagamento do aluguel referente a dezembro de 2025 pela mesma inquilina, regularizado apenas no dia 23 daquele mês, com aplicação de multa de 5% e juros de 1% ao mês. A recorrência desses atrasos aumenta a percepção de risco entre os investidores, principalmente devido à concentração de receita em um único contrato, tornando o fundo mais vulnerável a oscilações de caixa.
Portfólio Concentrado Amplia Riscos
O TRCO11 possui um portfólio altamente concentrado, composto exclusivamente pela Torre Rio Claro Offices, um edifício de padrão AAA localizado no Complexo Cidade Matarazzo, na região da Avenida Paulista. Apesar do alto padrão do ativo e do contrato de locação com vencimento apenas em 2032, reajustado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a dependência de um único locatário amplia o risco operacional e a sensibilidade do fundo a eventos de inadimplência.
Análise e Perspectivas
A situação do TRCO11 evidencia a importância da diversificação de portfólio para fundos imobiliários, especialmente em cenários de maior volatilidade econômica. Investidores atentos devem monitorar de perto a evolução do caso e avaliar o impacto potencial sobre a distribuição de rendimentos futuros.
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