Fundo imobiliário ajusta projeção de dividendos em cenário de juros elevados e mercado desafiador
O fundo imobiliário TG Ativo Real (TGAR11) enfrentou uma semana de forte volatilidade, com suas cotas registrando queda de 12% e sendo negociadas em torno de R$ 81,50. Esse movimento negativo foi impulsionado pela revisão para baixo do guidance de rendimentos feita pela gestora TG Core Asset, que reduziu a projeção fixa de R$ 1 por cota para um intervalo entre R$ 0,70 e R$ 1, conforme comunicado ao mercado.
Contexto e impacto da revisão de rendimentos
A decisão da gestora reflete um cenário macroeconômico mais desafiador, marcado por juros elevados que pressionam o setor imobiliário. O portfólio do TG Ativo Real (TGAR11) , composto majoritariamente por imóveis habitacionais, sente diretamente o impacto do crédito mais caro, o que encarece o preço final das unidades e dificulta as vendas. Apesar disso, a gestora reforça que as finanças do fundo permanecem saudáveis, mesmo diante da deterioração dos ativos.
Histórico de pagamentos e perspectivas
Nos meses anteriores, o TGAR11 vinha mantendo um patamar de distribuição acima de 1% ao mês, chegando a pagar R$ 1,12 por cota e acumulando mais de R$ 14 em rendimentos nos últimos 12 meses. A revisão do guidance, no entanto, acendeu um sinal de alerta entre investidores, que agora acompanham de perto a capacidade do fundo de manter sua atratividade em meio ao atual ciclo de juros.
Análise de mercado e projeções
Relatórios de análise, como o do BB Investimentos, apontam que o fundo pode levar algum tempo para se estabilizar e voltar a ser considerado uma opção robusta para investidores. O atual patamar da Selic (SELIC) segue como fator de preocupação, mas há expectativa de melhora caso o ciclo de cortes de juros se confirme a partir de 2026. Enquanto isso, a gestora intensifica esforços em marketing digital e reforça o time de vendas para sustentar o ritmo de comercialização das unidades.
Estrutura e relevância do TGAR11
Com um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 2,7 bilhões, distribuído em 180 empreendimentos e cerca de 80 mil unidades habitacionais, o TGAR11 segue como um dos maiores fundos do segmento, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 14 bilhões. O desempenho futuro do fundo dependerá, em grande parte, da dinâmica de vendas e do ambiente macroeconômico, especialmente da trajetória dos juros.
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