Manutenção da Selic em 15% ao ano impulsiona rentabilidade e ajusta expectativas no Tesouro Direto
O Tesouro Selic desponta como protagonista no cenário de renda fixa após a divulgação da última ata do Copom, que esfriou as expectativas de corte na taxa básica de juros já no início de 2026. A sinalização do Banco Central de que a Selic pode permanecer em patamares elevados, próximos a 15% ao ano, por mais tempo do que o previsto, trouxe impactos imediatos para o Tesouro Direto e para o bolso do investidor.
Contexto e reação do mercado
A expectativa de manutenção da Selic (SELIC) em níveis altos fez com que as taxas dos títulos públicos subissem nesta terça-feira (16), refletindo o ajuste das apostas do mercado financeiro. Para quem investe em Tesouro Selic, a notícia é positiva: como o rendimento desse título está diretamente atrelado à taxa básica, a perspectiva de juros elevados prolongados garante retornos mais robustos e previsíveis.
Rentabilidade do Tesouro Selic em destaque
Simulações recentes mostram que um aporte de R$ 25 mil no Tesouro Selic pode render R$ 27.850,48 em 12 meses, já descontando o imposto de renda, o que representa uma rentabilidade líquida de 11,40%. Para quem pensa no longo prazo, manter o investimento por cinco anos pode resultar em um saldo de R$ 45.014,88, com rentabilidade líquida acumulada de 80,06%. Esses números reforçam o apelo do Tesouro Selic em um ambiente de juros altos e incertezas quanto ao início do ciclo de cortes.
Impacto nos demais títulos do Tesouro Direto
Enquanto o Tesouro Selic se beneficia, outros títulos de renda fixa, especialmente os de longo prazo e indexados à inflação, sentiram o efeito contrário. O Tesouro Renda+ 2065, por exemplo, registrou queda de quase 2% na marcação a mercado, após sua taxa saltar de IPCA (IPCA) + 6,83% para IPCA+ 6,87% ao ano. O preço unitário do título também recuou, refletindo o ajuste das expectativas de juros futuros.
Panorama das taxas e oportunidades
Na tarde de 16 de dezembro de 2025, o Tesouro Direto apresentou uma variedade de opções para diferentes perfis de investidor. Os títulos prefixados oferecem rentabilidades entre 12,99% e 13,60% ao ano, enquanto os pós-fixados, como o Tesouro Selic 2028 e 2031, seguem atrelados à Selic com pequenos acréscimos. Já os títulos indexados ao IPCA (IPCA) , voltados para proteção contra a inflação e planejamento de longo prazo, apresentam taxas que variam de IPCA+ 6,87% a IPCA+ 8,02% ao ano, dependendo do vencimento e da modalidade.
Análise e perspectivas
A manutenção da Selic (SELIC) em patamares elevados favorece especialmente os investidores conservadores e aqueles que buscam liquidez e previsibilidade, como é o caso do Tesouro Selic. Por outro lado, quem aposta em títulos de longo prazo precisa estar atento à volatilidade da marcação a mercado, que pode gerar oscilações negativas no curto prazo, mas tende a se ajustar conforme o horizonte de investimento se alonga.
Para quem deseja acompanhar de perto a evolução das taxas e comparar o desempenho dos diferentes títulos públicos, a ferramenta de Comparador de Renda Fixa da AUVP Analítica oferece uma análise detalhada e atualizada, facilitando a escolha das melhores oportunidades de acordo com o perfil e os objetivos do investidor.