Expectativa de cortes na Selic impulsiona valorização dos títulos de longo prazo no Tesouro Direto
O Tesouro Renda+ 2065 surpreende o mercado ao registrar uma queda expressiva em sua taxa de juro real, que recuou de quase 7% ao ano para 6,80% ao ano.
Esse movimento reflete o cenário de forte valorização dos títulos públicos de longo prazo, impulsionado por expectativas de cortes na taxa Selic (SELIC) e pela recente divulgação do IPCA (IPCA)-15 acima do esperado.
Contexto macroeconômico e impacto no Tesouro Direto
A prévia da inflação brasileira, medida pelo IPCA (IPCA)-15, acelerou 0,84% em fevereiro, pressionada principalmente pelos reajustes das mensalidades escolares e custos de transporte. O resultado superou as projeções dos economistas, que esperavam alta de 0,57%. Apesar desse repique sazonal, o mercado mantém a convicção de que o ciclo de cortes da Selic (SELIC) está próximo, com a maioria das apostas indicando um corte inicial de 50 pontos-base já na próxima reunião do Copom, marcada para 18 de março de 2026.
Essa perspectiva de queda nos juros básicos tem impulsionado a valorização dos títulos públicos de vencimento mais longo, especialmente para investidores que buscam ganhos com a marcação a mercado. O Tesouro Renda+ 2065 foi o maior destaque do dia, com sua remuneração caindo de IPCA+ 6,88% para IPCA+ 6,80% ao ano – o menor patamar desde dezembro de 2025. Em contrapartida, o preço unitário do título saltou de R$ 195,98 para R$ 203,06 em apenas 24 horas, proporcionando um retorno de 3,61% para quem já estava posicionado.
Valorização atinge outros títulos de longo prazo
O movimento de valorização não se restringiu ao Tesouro Renda+ 2065. Outros papéis indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+ 2040 e o Tesouro IPCA+ 2050, também apresentaram ganhos relevantes, com altas de 0,75% e 1,22%, respectivamente. Esse cenário reforça a atratividade dos títulos públicos para estratégias de médio e longo prazo, especialmente em momentos de transição de política monetária.
Panorama das taxas e oportunidades para o investidor
Na tarde de 27 de fevereiro de 2026, o Tesouro Direto apresentava uma ampla gama de opções para diferentes perfis de investidor. Os títulos prefixados ofereciam rentabilidades entre 12,71% e 13,52% ao ano, enquanto os pós-fixados atrelados à Selic (SELIC) mantinham retornos competitivos. Já os títulos indexados à inflação, incluindo as linhas Renda+ e Educa+, continuavam a garantir proteção contra a alta dos preços, com taxas reais variando de 6,76% a 7,56% ao ano, dependendo do vencimento e do objetivo do investimento.
Análise e projeção: o que esperar do Tesouro Direto
O atual ambiente de expectativa por cortes na Selic (SELIC) tende a favorecer ainda mais a valorização dos títulos públicos de longo prazo, especialmente para quem já está posicionado e pode realizar lucros via marcação a mercado. No entanto, é fundamental que o investidor avalie seu perfil de risco e horizonte de investimento antes de tomar decisões, já que oscilações de curto prazo podem impactar o valor dos títulos.
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