Inflação controlada e cenário de juros favorecem títulos públicos de vencimento intermediário
Contexto e desempenho dos títulos públicos
O Tesouro Prefixado 2032 registrou um avanço expressivo de 0,5% na marcação a mercado nesta terça-feira (23), em meio à semana encurtada pelo feriado de Natal. O movimento chama atenção dos investidores de renda fixa, especialmente diante do cenário de inflação sob controle e expectativas de cortes na taxa Selic (SELIC) para 2026.
A valorização do Tesouro Prefixado 2032 reflete a queda em sua remuneração anual, que passou de 13,90% para 13,83%, enquanto o preço unitário subiu de R$ 459,17 para R$ 461,34. Esse ganho, ainda que modesto, destaca-se em um ambiente onde poucos títulos do Tesouro Direto apresentam lucro na marcação a mercado, com destaque para os vencimentos curtos e intermediários.
O resultado positivo está diretamente ligado à inflação acumulada em 2025, que fechou em 4,41%, ligeiramente abaixo do teto da meta de 4,5%. Esse dado reforça a percepção de que o Banco Central poderá ter mais espaço para reduzir a Selic ao longo de 2026, favorecendo principalmente os títulos prefixados e pós-fixados de prazos mais curtos.
Impacto das expectativas de juros e inflação
Enquanto os títulos de vencimento intermediário se beneficiam do cenário de inflação controlada, os papéis de longuíssimo prazo, como o Tesouro Renda+ 2065, mantêm taxas elevadas e preços estáveis. A remuneração do Tesouro Renda+ 2065 permaneceu em IPCA (IPCA)+ 7,07% ao ano, sem variações significativas, evidenciando a cautela do mercado em relação ao horizonte mais distante.
Panorama das rentabilidades no Tesouro Direto
Na tarde de 23 de dezembro de 2025, os títulos públicos apresentavam as seguintes condições:
Prefixados: O Tesouro Prefixado 2028 oferecia rentabilidade de 13,19% ao ano, enquanto o Prefixado 2032 pagava 13,83% ao ano. Já o Prefixado com juros semestrais 2035 apresentava 13,85% ao ano.
Pós-fixados: O Tesouro Selic 2028 e 2031 remuneravam Selic + 0,0443% e Selic + 0,1015% ao ano, respectivamente.
Indexados à inflação: Os títulos IPCA+ variavam de 7,05% a 7,91% ao ano, dependendo do vencimento, com aportes mínimos acessíveis.
Títulos para aposentadoria e educação: As séries Renda+ e Educa+ mantinham rentabilidades entre IPCA+ 7,02% e IPCA+ 8,08% ao ano, com aportes mínimos que facilitam o acesso a diferentes perfis de investidores.
Análise e perspectivas para o investidor
O desempenho recente do Tesouro Prefixado 2032 evidencia como a dinâmica entre inflação, política monetária e prazos de vencimento impacta diretamente a rentabilidade dos títulos públicos. Para o investidor atento, o momento é de avaliar o horizonte de investimento e o perfil de risco, aproveitando oportunidades em vencimentos intermediários diante da perspectiva de queda dos juros.
Para quem deseja aprofundar a análise e comparar o desempenho dos principais títulos públicos, a ferramenta de Comparador de Renda Fixa da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada das rentabilidades, prazos e condições de cada papel, auxiliando na tomada de decisão estratégica.