Taxas caem e títulos públicos apresentam ganhos de até 2%, com expectativas de cortes na Selic em 2026
O início de 2026 trouxe uma dinâmica surpreendente para o Tesouro Direto, evidenciando que a renda fixa brasileira está longe de ser previsível.
No primeiro pregão do ano, as taxas dos títulos públicos despencaram, impulsionando lucros de até 2% na marcação a mercado e reforçando a volatilidade do segmento, especialmente em períodos de baixa liquidez como o atual, marcado pelo feriado prolongado.
Contexto de mercado e impacto dos juros futuros
A queda dos juros futuros neste começo de ano reflete um ambiente de menor movimentação financeira, o que torna a renda fixa do governo mais sensível a oscilações. O destaque vai para o Tesouro Renda+ 2065, tradicionalmente procurado por investidores que buscam ganhos na marcação a mercado. Sua remuneração caiu de IPCA+ 7,06% ao ano para IPCA+ 7,01% ao ano, enquanto o preço unitário saltou de R$ 178,24 para R$ 182,27, gerando um retorno expressivo de 2,26% em poucos dias.
Perspectivas políticas e expectativas para a Selic
Com o cenário político em Brasília em recesso até meados de janeiro, o foco do mercado se volta para o ciclo de cortes da taxa Selic (SELIC), que deve ganhar força ao longo de 2026. As apostas dos contratos de Opções de Copom na B3 indicam que 72% dos agentes esperam manutenção da Selic em 15% ao ano na próxima reunião do Banco Central, enquanto 21% projetam queda para 14,75%. Para a decisão de março, cresce a confiança em uma Selic ainda mais baixa, com 28% dos participantes prevendo juros básicos em 14,50% ao ano.
Panorama dos títulos públicos e oportunidades para investidores
A movimentação dos juros impacta diretamente as rentabilidades oferecidas pelo Tesouro Direto. Os títulos prefixados, como o Tesouro Prefixado 2028 e 2032, apresentam taxas de 13,04% e 13,57% ao ano, respectivamente, com aportes mínimos acessíveis. Já os pós-fixados, como o Tesouro Selic 2028 e 2031, seguem atrelados à taxa básica, com pequenos acréscimos anuais.
Os títulos indexados à inflação continuam atraentes para quem busca proteção do poder de compra, com o Tesouro IPCA (IPCA)+ 2029 oferecendo IPCA + 7,72% ao ano. Para objetivos de longo prazo, como aposentadoria ou educação, as séries Renda+ e Educa+ apresentam uma ampla gama de vencimentos e rentabilidades, permitindo ao investidor planejar o futuro com maior previsibilidade, mesmo diante das oscilações do mercado.
Análise e tendências para 2026
O início do ano reforça a importância de acompanhar de perto o comportamento dos juros futuros e suas repercussões sobre os títulos públicos. A volatilidade recente mostra que oportunidades de ganhos na marcação a mercado podem surgir rapidamente, mas exigem atenção redobrada ao cenário macroeconômico e às decisões do Banco Central.
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