Novos títulos com vencimentos mais longos atraem investidores para diversificação e planejamento financeiro
Tesouro Direto inicia fevereiro de 2026 com mudanças relevantes para o investidor de renda fixa
O Tesouro Direto inicia fevereiro de 2026 com mudanças relevantes para o investidor de renda fixa. O governo brasileiro ampliou o prazo dos títulos públicos disponíveis, trazendo vencimentos mais longos e novas oportunidades para quem busca diversificação e planejamento financeiro de longo prazo.
Contexto e novidades do Tesouro Direto
A virada do mês trouxe uma renovação no portfólio de títulos ofertados. Agora, o Tesouro Prefixado 2029 substitui o antigo 2028, enquanto o Tesouro Prefixado 2037 com juros semestrais assume o lugar do 2035. No segmento indexado à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 passa a ser a nova referência, substituindo o 2029, e o Tesouro IPCA+ 2037 com juros semestrais entra no lugar do 2035. Essas alterações refletem a estratégia do governo de alongar o perfil da dívida pública e oferecer alternativas mais alinhadas ao horizonte de investimentos dos brasileiros.
Impacto para o investidor
A principal consequência dessas mudanças é a possibilidade de travar taxas atrativas por períodos ainda mais extensos, o que pode ser vantajoso em cenários de incerteza econômica ou de expectativas de queda dos juros no futuro. No entanto, vale ressaltar que, entre os títulos disponíveis, apenas o Tesouro Selic 2031 permanece com liquidez diária, sendo a opção mais indicada para reservas de emergência ou para quem prioriza flexibilidade.
Movimento das taxas e preços
O início de fevereiro também foi marcado por uma elevação nas taxas de remuneração dos títulos, especialmente nos papéis de prazo mais longo. O Tesouro Renda+ 2065, por exemplo, viu sua taxa saltar de IPCA+ 6,81% para IPCA+ 6,89% ao ano em poucos dias. Em contrapartida, o preço unitário desse título recuou, refletindo a dinâmica de marcação a mercado e a sensibilidade dos preços diante das oscilações de juros.
Cenário macroeconômico e expectativas
O pano de fundo para essas movimentações é o mais recente Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que manteve a projeção da taxa Selic (SELIC) em 12,25% ao ano para o final de 2026, ao mesmo tempo em que revisou levemente para baixo a expectativa de inflação para 2026, de 4,00% para 3,99%. Esse cenário reforça a atratividade dos títulos indexados à inflação, especialmente para quem busca proteção do poder de compra no longo prazo.
Panorama dos títulos disponíveis
O investidor encontra hoje uma ampla gama de alternativas no Tesouro Direto, com opções prefixadas, pós-fixadas e indexadas ao IPCA (IPCA), além de títulos voltados para aposentadoria (Tesouro Renda+) e educação (Tesouro Educa+). As rentabilidades variam de acordo com o prazo e o indexador, permitindo estratégias personalizadas conforme o perfil e os objetivos financeiros de cada um.
Análise e tendências
A ampliação dos vencimentos é um movimento estratégico que pode beneficiar tanto o governo, ao alongar o perfil da dívida, quanto o investidor, que ganha mais opções para diversificar e planejar o futuro. No entanto, é fundamental acompanhar a evolução das taxas e o comportamento do mercado, já que a marcação a mercado pode gerar oscilações relevantes no curto prazo.
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