PIB fraco reforça aposta em redução dos juros e impacta rentabilidade dos títulos públicos
Contexto macroeconômico e reação do mercado
As taxas do Tesouro Direto recuam de forma expressiva nesta quinta-feira (4), refletindo a crescente expectativa do mercado por um corte na taxa básica de juros, a Selic (SELIC), já no início de 2026. O movimento ocorre em meio à divulgação do PIB brasileiro do terceiro trimestre de 2025, que apresentou crescimento tímido de apenas 0,1%, frustrando as projeções de 0,2% e evidenciando o impacto dos juros elevados sobre o consumo das famílias e a atividade econômica.
O desempenho abaixo do esperado do Produto Interno Bruto reforçou a percepção de que o ciclo de aperto monetário já começa a frear a demanda interna, o que, por outro lado, pode contribuir para o controle da inflação. Diante desse cenário, investidores e analistas intensificam as apostas em uma flexibilização da política monetária nos próximos meses, antecipando-se ao movimento do Banco Central.
Impacto direto nas taxas do Tesouro Direto
A resposta do mercado foi imediata: as taxas dos títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto passaram a operar em queda. O Tesouro Prefixado 2032, por exemplo, atingiu a mínima do ano, recuando de 13,17% para 13,13%. Já o Tesouro IPCA+ 2040 oferece agora o menor retorno anual de 2025, com taxa de 6,82% ante 6,84% do dia anterior. Esse ajuste reflete a busca dos investidores por antecipar ganhos em um ambiente de juros potencialmente mais baixos.
Panorama das rentabilidades e oportunidades
Na tarde de 4 de dezembro, os títulos prefixados, pós-fixados e indexados à inflação apresentaram rentabilidades ajustadas, com aportes mínimos acessíveis para diferentes perfis de investidores. O Tesouro Prefixado 2028 oferece 12,71% ao ano, enquanto o Tesouro Selic 2028 remunera Selic (SELIC) + 0,0528% ao ano. Entre os indexados ao IPCA (IPCA), o Tesouro IPCA+ 2029 paga IPCA + 7,64% ao ano, e o Tesouro Renda+ 2030, voltado para aposentadoria, oferece IPCA + 6,95% ao ano.
Análise e perspectivas para o investidor
A queda nas taxas do Tesouro Direto sinaliza uma janela de oportunidade para quem busca travar rentabilidades ainda elevadas antes de um possível ciclo de cortes na Selic (SELIC). O cenário reforça a importância de acompanhar de perto os movimentos macroeconômicos e as decisões do Banco Central, já que mudanças na política de juros impactam diretamente o retorno dos títulos públicos.
Para investidores que desejam comparar o potencial de rentabilidade dos diferentes títulos do Tesouro Direto, a ferramenta de Simulador de Rentabilidade da AUVP Analítica permite projetar cenários e tomar decisões mais embasadas, considerando prazos, aportes e expectativas de juros futuros.