Recuperação dos preços da celulose impulsiona lucro e eficiência operacional da Suzano no 4º tri de 2025
A recuperação dos preços da celulose no mercado internacional trouxe novo fôlego para a Suzano (Suzano (SUZB3)), maior produtora global do setor e referência em papel na América Latina.
No quarto trimestre de 2025, a companhia reverteu o prejuízo de R$ 6,73 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior e apresentou um lucro líquido de R$ 116 milhões, evidenciando a força de sua estratégia diante de um cenário global desafiador, marcado pelo impacto das tarifas impostas pelo governo Trump.
Contexto e desempenho financeiro
Os resultados divulgados nesta terça-feira (10) mostram que a Suzano soube aproveitar a valorização da celulose, mesmo diante da volatilidade cambial e da pressão de custos. O destaque ficou para o desempenho operacional da unidade de Ribas do Rio Pardo, que, após superar sua curva de aprendizado em janeiro de 2025, contribuiu para a redução do custo caixa da produção – atingindo o menor patamar nominal desde 2021.
A empresa alcançou um volume recorde de vendas, com 3,4 milhões de toneladas de celulose comercializadas a um preço médio líquido de US$ 538 por tonelada. Apesar da depreciação do dólar frente ao real, a Suzano manteve sua competitividade global, impulsionada por ganhos de eficiência e gestão de custos.
Evolução dos indicadores operacionais
O Ebitda Ajustado da Suzano atingiu R$ 5,6 bilhões no trimestre, um avanço de 7% em relação ao ano anterior, refletindo a resiliência operacional da companhia. No entanto, a receita líquida consolidada recuou 8%, totalizando R$ 13,1 bilhões, devido à pressão sobre os preços do segmento de papel. Já a geração de caixa operacional somou R$ 3,7 bilhões, queda de 24% na comparação anual, enquanto o endividamento líquido foi reduzido para US$ 12,6 bilhões, com alavancagem em dólar caindo para 3,2 vezes.
Análise de longo prazo e perspectivas
O desempenho recente da Suzano reforça a importância de uma gestão eficiente em ambientes de alta volatilidade internacional. Para o investidor de longo prazo, os números são expressivos: quem aplicou R$ 1 mil em SUZB3 há dez anos, com reinvestimento de dividendos, teria hoje R$ 4.248,20 – um retorno robusto, ainda que ligeiramente inferior ao do Ibovespa (IBOV) no mesmo período.
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