Programa reforça confiança da gestão e valor aos acionistas após lucro líquido ajustado de R$116 milhões
A Suzano (SUZB3), gigante do setor de papel e celulose, anunciou nesta terça-feira (10) um novo e robusto programa de recompra de ações, em paralelo à divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025. A iniciativa permite à companhia recomprar até 40 milhões de ações ordinárias nos próximos 18 meses, o que representa cerca de 6,5% dos papéis em circulação no mercado. O movimento é estratégico: além de reforçar a confiança da administração na performance da empresa, busca maximizar o valor entregue aos acionistas, sinalizando ao mercado uma gestão alinhada com os interesses de quem investe na companhia.
Contexto e estratégia de recompra
O Conselho de Administração da Suzano (SUZB3) deixou claro que a recompra será realizada a preços de mercado, utilizando recursos das reservas de lucro, capital e resultados acumulados ao longo do ano. Importante destacar que a companhia assegura que o programa não comprometerá o cumprimento de obrigações financeiras nem o pagamento de dividendos obrigatórios, mantendo o equilíbrio entre retorno ao acionista e solidez financeira.
Impacto financeiro e histórico recente
No fechamento de terça-feira (11), as ações da Suzano eram negociadas a R$ 51,12. Se considerado esse valor, o novo programa de recompra pode movimentar mais de R$ 2 bilhões, reforçando o compromisso da empresa com a valorização de seus papéis. No entanto, vale ressaltar que, no programa anterior, encerrado recentemente, a Suzano não utilizou todo o potencial autorizado: das 40 milhões de ações previstas, apenas 14,8 milhões foram efetivamente recompradas, a um preço médio de R$ 54,33, totalizando um investimento de R$ 805 milhões.
Resultados do 4º trimestre de 2025 e perspectivas
O balanço do quarto trimestre de 2025 trouxe uma reversão importante para a Suzano. A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 116 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 6,7 bilhões do mesmo período do ano anterior. Essa virada reflete a recuperação dos preços e da demanda por papel e celulose, após um período de volatilidade causado por fatores externos, como o aumento de tarifas nos Estados Unidos e a oscilação do dólar. Apesar do cenário mais favorável, a Suzano optou por manter sua produção de celulose cerca de 3,5% abaixo da capacidade nominal ao longo de 2026, justificando que o aumento do volume não traria retorno adequado no atual contexto de mercado.
Análise e projeção
A recompra de ações, somada à recuperação dos resultados, reforça a percepção de que a Suzano está focada em criar valor sustentável para seus acionistas, mesmo diante de desafios globais. O posicionamento cauteloso em relação à produção indica uma gestão atenta à rentabilidade e à eficiência operacional, fatores essenciais para atravessar ciclos de volatilidade no setor de papel e celulose.
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