Investidores brasileiros diversificam carteiras com BDRs de SpaceX, Micron e ETFs globais na B3
O IPO da SpaceX, realizado no mês passado, movimentou mais de US$ 70 bilhões e marcou um novo capítulo para o mercado global de tecnologia.
A entrada da empresa no seleto grupo do Nasdaq 100 reforça o apetite dos investidores por ativos ligados à inovação e ao futuro da exploração espacial. O interesse crescente se reflete também no Brasil, onde a SpaceX (SPCX34) liderou as buscas entre investidores em junho, segundo levantamento do Valor. Plataformas de investimento que oferecem acesso ao exterior, como Nomad e Avenue, registraram alta procura pelo BDR da companhia, evidenciando a tendência de diversificação internacional das carteiras brasileiras.
O movimento não se restringe à SpaceX.
A Micron Technology (MUCT34), que recentemente ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, também ganhou espaço entre os investidores nacionais. O feito histórico da fabricante de chips destaca o protagonismo do setor de semicondutores, que segue em alta com a presença da Nvidia (NVDC34) – atualmente a empresa mais valiosa do mundo – entre as preferidas dos brasileiros. O interesse por essas gigantes tecnológicas revela uma busca por exposição a setores estratégicos e resilientes, especialmente em um cenário de transformação digital acelerada.
No universo dos ETFs, o Vanguard S&P 500 (VOO) manteve sua posição de destaque, acompanhando o desempenho das 500 maiores empresas dos Estados Unidos e entregando valorização consistente desde o início do ano.
A busca por diversificação e proteção também impulsionou o interesse pelo ETF iShares Bitcoin Trust (IBIT39), que permite exposição ao Bitcoin mesmo em momentos de baixa da criptomoeda, mostrando que o investidor brasileiro está atento às oportunidades em diferentes classes de ativos.
A boa notícia para quem deseja investir nessas empresas e fundos é que não é necessário abrir conta em corretoras estrangeiras.
Todos esses ativos estão disponíveis na B3 por meio de BDRs, facilitando o acesso e democratizando o investimento internacional. O modelo permite adquirir frações dos ativos, tornando possível investir em empresas como a SpaceX por valores significativamente menores do que os praticados nas bolsas americanas. Por exemplo, enquanto uma ação da SpaceX na Nasdaq custa cerca de US$ 150 (mais de R$ 770), o BDR negociado na B3 pode ser adquirido por aproximadamente R$ 51, ampliando o alcance para investidores de diferentes perfis.