CEO revela disputa com academias menores, impactando margens e desempenho das ações
A Smart Fit (SMFT3) , maior rede de academias da América Latina, enfrenta um novo cenário competitivo que desafia sua liderança de mercado. Em uma reunião fechada com analistas do mercado financeiro, o CEO Edgard Corona revelou que a principal disputa da companhia ocorre, atualmente, com academias de bairro e redes menores, e não apenas com grandes concorrentes do setor. Essa declaração, apurada pelo jornal Valor Econômico, repercutiu fortemente entre investidores e impactou diretamente o desempenho das ações da empresa na bolsa brasileira nesta quinta-feira (15), que chegaram a registrar queda de quase 10%.
O contexto dessa revelação é significativo para o mercado. A Smart Fit, conhecida por seu modelo de negócios high value low price, sempre se destacou pela capacidade de expansão e pela liderança nos principais mercados latino-americanos, incluindo Brasil, México, Colômbia, Chile e Peru. No entanto, a crescente competição com academias menores pode pressionar as margens da companhia nos próximos anos, especialmente até 2026, segundo avaliação de analistas presentes na reunião. O desafio está em manter a atratividade das mensalidades e a fidelização dos clientes diante de ofertas mais personalizadas e, muitas vezes, mais acessíveis das academias de bairro.
Apesar do impacto negativo imediato no preço das ações, que reflete a preocupação do mercado com a possível redução de margens e crescimento mais lento, a recomendação de compra para SMFT3 foi mantida por casas de análise como a Ativa Investimentos. O preço-alvo estipulado é de R$ 36 por ação, bem acima da cotação atual, que gira em torno de R$ 21. Isso indica que, apesar dos desafios, há confiança no potencial de recuperação e valorização da empresa no médio e longo prazo.
A trajetória recente das ações da Smart Fit também serve de alerta para investidores. Um investimento de R$ 1 mil em SMFT3 há dois anos teria se transformado em R$ 851,50, considerando o reinvestimento de dividendos, enquanto o Ibovespa (IBOV) teria proporcionado um retorno de R$ 1.260,40 no mesmo período. Esses números reforçam a importância de analisar não apenas o potencial de crescimento, mas também os riscos e a dinâmica competitiva do setor.
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