Plano da Petrobras, indicadores e cenário político impactam mercado e decisões da Selic
A última semana de novembro se desenha como um verdadeiro termômetro para a economia brasileira, reunindo uma série de indicadores cruciais e decisões estratégicas que prometem movimentar o mercado financeiro. Entre os destaques, o novo plano de negócios da Petrobras (PETR4) será apresentado na quinta-feira (27), trazendo metas de produção, investimentos e dividendos para o ciclo de 2026 a 2030. O documento é aguardado com expectativa, pois deve sinalizar como a estatal pretende equilibrar investimentos estratégicos e cortes de despesas diante da recente queda nos preços internacionais do petróleo. Para investidores e analistas, o plano será fundamental para projetar a geração de caixa e o potencial de retorno aos acionistas nos próximos anos.
No campo político, o mercado acompanha atentamente os desdobramentos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi preso preventivamente no sábado (22). A possibilidade de início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses, determinada após julgamento sobre a trama golpista, adiciona um componente de incerteza ao cenário nacional, com potenciais impactos sobre o ambiente institucional e a confiança dos agentes econômicos.
A semana também será marcada pela divulgação de indicadores econômicos que podem redefinir as apostas sobre o rumo da taxa Selic (SELIC). O IPCA-15, prévia da inflação oficial, será divulgado na quarta-feira (26) e deve indicar se a trajetória de desaceleração dos preços se mantém em novembro. Já os dados do Caged e da taxa de desemprego, previstos para quinta (27) e sexta-feira (28), respectivamente, vão oferecer um panorama atualizado do mercado de trabalho brasileiro. Esses números são especialmente relevantes após o último comunicado do Copom, que reconheceu a perda de força inflacionária, mas destacou a resiliência da atividade econômica e as pressões persistentes no emprego.
O consenso do mercado, após o tom mais cauteloso do Copom, é de que a Selic (SELIC) permanecerá nos atuais 15% na reunião de dezembro, com cortes apenas a partir de 2026. No entanto, ainda há dúvidas se o ciclo de redução começará em janeiro ou março daquele ano. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pode trazer novos sinais em seu discurso programado para quinta-feira (27), durante evento do Itaú Asset Management.
Além disso, a agenda semanal inclui o Boletim Focus, dados sobre contas públicas e externas, além de indicadores do mercado de crédito, essenciais para avaliar se a inadimplência começa a dar sinais de alívio para os bancos listados na B3. O conjunto dessas informações será decisivo para calibrar expectativas e estratégias de investidores diante de um cenário ainda marcado por volatilidade e incertezas.
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