Saída de Hamilton Amadeo impacta ações da Copasa e aumenta volatilidade no processo de desestatização
A renúncia de Hamilton Amadeo à presidência do conselho de administração da Copasa Copasa (CSMG3), anunciada na última quinta-feira, movimentou o mercado e trouxe novas incertezas para o processo de privatização da companhia. O executivo, que liderava o colegiado desde 2023 e possui histórico relevante à frente da Aegea Saneamento, deixa o cargo em um momento estratégico para a empresa mineira de saneamento básico.
Impacto imediato no mercado
A reação dos investidores foi rápida: as ações da Copasa recuaram 2,13% logo após o anúncio, sendo negociadas a R$ 55,26 por volta das 13h32. O movimento reflete o aumento da percepção de risco em meio à transição de liderança e ao contexto de desestatização, aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais no fim de 2025. O projeto de lei autoriza o governo estadual a avançar com a privatização, tema que já vinha gerando volatilidade nos papéis da companhia.
Mudanças no conselho e desafios à frente
A saída de Amadeo não é um caso isolado: em janeiro, Guilherme Augusto Duarte de Faria também renunciou ao cargo de conselheiro, reforçando o clima de instabilidade no alto escalão da Copasa. Ambas as renúncias têm efeito imediato, conforme comunicado oficial da empresa, e acendem o alerta para possíveis impactos na governança e na condução do processo de desestatização.
Desempenho financeiro recente
Apesar das turbulências institucionais, a Copasa apresentou resultados sólidos no terceiro trimestre de 2025. O lucro líquido atingiu R$ 360,8 milhões, uma leve queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida dos serviços de água, esgoto e resíduos sólidos cresceu 3,4%, totalizando R$ 1,84 bilhão. Já os custos e despesas operacionais subiram 4,6%, chegando a R$ 1,06 bilhão, mas o Ebitda permaneceu praticamente estável, em R$ 726,9 milhões.
Análise e perspectivas
O cenário para a Copasa segue desafiador. A instabilidade no conselho de administração, somada ao avanço do processo de privatização, tende a manter a volatilidade das ações no curto prazo. Investidores devem acompanhar de perto os próximos desdobramentos, especialmente no que diz respeito à sucessão de lideranças e à estratégia para a transição ao setor privado.
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