Moeda brasileira se fortalece frente ao dólar, mas volatilidade eleitoral pode impactar futuro
Valorização do real surpreende o mercado cambial em 2025
O real brasileiro surpreendeu o mercado cambial em 2025 ao registrar uma valorização expressiva de 12,4% frente ao dólar, segundo dados do Banco Central. O início do ano foi marcado por forte volatilidade, com o dólar chegando a ser cotado acima de R$ 6,15, impulsionado pelo clima de incerteza após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. O temor quanto às políticas do novo presidente americano gerou pânico entre traders e investidores, levando a uma disparada momentânea da moeda norte-americana.
No entanto, à medida que o cenário internacional se estabilizou, o câmbio brasileiro encontrou equilíbrio e o dólar recuou para R$ 5,55. Esse movimento reflete não apenas a recuperação do real, mas também uma tendência global de enfraquecimento do dólar, evidenciada pela queda de 9,7% do índice DXY (DXY) ao longo do ano. O DXY (DXY), que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas, saiu de 109 para 98 pontos, chegando a tocar 96,5 em determinados momentos.
Apesar do desempenho robusto do real, outras moedas emergentes e de mercados desenvolvidos apresentaram resultados ainda mais expressivos. O rublo russo liderou o ranking global, com valorização superior a 37% frente ao dólar, seguido pela coroa sueca (18,6%) e pelo peso mexicano (15,3%), que se destacou entre as moedas latino-americanas. Em contrapartida, o peso argentino e a lira turca amargaram perdas significativas, de 28,7% e 17,2%, respectivamente, refletindo desafios econômicos internos.
O principal fator por trás da atratividade do real foi a manutenção da taxa básica de juros em 15% ao ano, tornando os títulos de renda fixa brasileiros altamente competitivos no cenário internacional. Esse diferencial de juros estimulou o ingresso de capital estrangeiro, fortalecendo a moeda nacional e contribuindo para o saldo positivo do câmbio.
No entanto, o futuro do real permanece incerto. O Brasil se prepara para um ano eleitoral turbulento, o que pode aumentar a volatilidade e influenciar o apetite de risco de investidores locais e internacionais. O cenário político será determinante para os próximos movimentos da moeda, exigindo atenção redobrada de quem acompanha o mercado de câmbio.
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