Expectativa pelo Copom de 2026 influencia cortes na Selic e movimenta o Tesouro Direto
O recuo das taxas de juros no mercado brasileiro tem impulsionado uma valorização expressiva nos preços unitários dos títulos públicos, especialmente aqueles de longo prazo negociados no Tesouro Direto.
Este movimento ocorre em meio à expectativa pela primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2026, evento que deve definir o ritmo dos próximos cortes na taxa Selic (SELIC) e, consequentemente, influenciar toda a curva de juros da renda fixa nacional.
Contexto e dinâmica do mercado
Com os investidores antecipando decisões do Banco Central, as taxas oferecidas pelos títulos públicos vêm recuando desde o início do ano. O destaque fica para o Tesouro Renda+ 2065, o título mais longo da plataforma, cuja remuneração caiu de IPCA (IPCA)+ 7,13% ao ano em 15 de janeiro para IPCA+ 6,96% ao ano. Essa queda nas taxas resultou em uma valorização de 8% no preço unitário do papel, que saltou de R$ 173,63 para R$ 187,51 em poucos dias. Esse fenômeno ilustra como títulos de vencimento mais distante são mais sensíveis às oscilações de juros, potencializando ganhos (ou perdas) na chamada marcação a mercado.
Perspectivas para a Selic e impacto nos investimentos
Segundo especialistas do setor, o mercado já precifica um corte na Selic (SELIC) para a próxima reunião do Copom, prevista para março. O ponto central para os investidores será a velocidade desse ciclo de cortes: uma redução de 25 pontos-base levaria a taxa para 14,75% ao ano, enquanto um corte mais agressivo de 50 pontos-base poderia derrubar a Selic para 14,50% ao ano. A sinalização do Banco Central será determinante para o comportamento futuro dos preços dos títulos públicos e para as estratégias de quem investe em renda fixa.
Panorama das rentabilidades no Tesouro Direto
Na tarde de 26 de janeiro de 2026, o Tesouro Direto apresentava oportunidades em diferentes modalidades de títulos. Os prefixados ofereciam rentabilidades entre 12,92% e 13,61% ao ano, enquanto os pós-fixados atrelados à Selic (SELIC) pagavam um adicional de até 0,0982% ao ano sobre a taxa básica. Já os títulos indexados à inflação (IPCA) mantinham retornos que variavam de 6,90% a 7,88% ao ano, dependendo do prazo e da modalidade (com ou sem pagamento de juros semestrais).
Além disso, opções como o Tesouro Renda+ e o Tesouro Educa+ seguem atraindo investidores que buscam planejamento de longo prazo para aposentadoria ou custeio de estudos, com aportes mínimos acessíveis e rentabilidades competitivas frente ao cenário de queda de juros.
Análise e tendências para o investidor
O atual ambiente de recuo das taxas reforça a importância de acompanhar de perto as decisões do Copom e os movimentos do mercado de renda fixa. Para quem já possui títulos de longo prazo, a valorização recente pode representar uma oportunidade de realização de lucros via marcação a mercado. Já para novos aportes, o momento exige análise criteriosa, pois a continuidade da queda nas taxas pode reduzir o potencial de ganhos futuros.
Para investidores que desejam comparar o desempenho e a atratividade dos diferentes títulos públicos disponíveis, a ferramenta de Comparador de Renda Fixa da AUVP Analítica oferece uma análise detalhada dos principais indicadores, facilitando escolhas mais alinhadas ao perfil e aos objetivos financeiros.