Taxa de juros em queda favorece fundos imobiliários de tijolo, com destaque para CBOP11 e KNRI11
A queda da taxa Selic (SELIC) promete manter os fundos imobiliários (FIIs) de tijolo em evidência no radar dos investidores em 2026. Com a taxa básica de juros projetada para recuar dos atuais 15% ao ano, o cenário se mostra especialmente favorável para quem busca valorização patrimonial e dividendos consistentes, sobretudo após um 2025 de retornos expressivos – como o caso do Castello Branco Office Park (CBOP11), que registrou alta próxima de 100%.
Otimismo para FIIs de tijolo
Segundo relatório do BTG Pactual, a expectativa é de um ano construtivo para os FIIs, com destaque para os fundos de tijolo, que já passaram por ajustes relevantes, principalmente os de maior patrimônio e liquidez. Exemplos como o KNRI11 , que subiu 30% em 12 meses, ilustram esse movimento. Ainda assim, muitos segmentos seguem negociando com desconto em relação ao valor patrimonial, sugerindo espaço para novas valorizações ao longo do ciclo de queda dos juros.
O papel da Selic e o equilíbrio entre FIIs de tijolo e papel
Apesar do otimismo, a redução da Selic (SELIC) não será abrupta, o que mantém os FIIs de papel em posição estratégica. Esses fundos, conhecidos por pagarem dividendos mensais mais elevados, devem continuar entregando retornos atrativos, especialmente aqueles atrelados ao IPCA (IPCA) +, beneficiados pelo fechamento gradual da curva de juros. Gestores de FIIs de papel com forte exposição a CRIs indexados ao IPCA também tendem a capturar ganhos relevantes nesse ambiente.
Estratégias para 2026: diversificação e cautela
A grande questão para o investidor é se vale a pena migrar totalmente para FIIs de tijolo ou manter uma carteira diversificada. O BTG recomenda aumentar gradualmente a exposição aos fundos de tijolo, evitando movimentos bruscos, especialmente em um ano eleitoral, quando volatilidade e oportunidades podem surgir. Mesmo com a perspectiva de redução dos dividendos dos FIIs de papel, o rendimento deve seguir competitivo, com menor volatilidade de cota.
Oportunidades em segmentos descontados
Para quem busca barganhas, o segmento de lajes corporativas aparece como destaque, negociando com desconto expressivo em relação ao valor patrimonial, apesar da melhora operacional pós-pandemia. Regiões como Faria Lima, Pinheiros e Vila Olímpia, em São Paulo, concentram oportunidades para investidores atentos ao potencial de recuperação desses ativos.
Panorama setorial: descontos e dividendos
Os dados mais recentes mostram que escritórios (lajes corporativas) apresentam o maior desconto (-31% em relação ao P/VP), seguidos por fundos de fundos (-13%) e FIIs de tijolo (-12%). Já em termos de dividend yield, os FIIs de papel lideram com 13,6% ao ano, enquanto tijolo e shopping giram em torno de 10,2%.
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