Produção salta 55% em novembro, vendas trimestrais crescem 360%, apesar de desafios operacionais
A PRIO (PRIO3) surpreendeu o mercado ao divulgar, na terça-feira (2), um desempenho operacional robusto em novembro de 2025, consolidando-se como uma das protagonistas do setor de petróleo brasileiro.
A companhia alcançou produção recorde de 138,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd), um salto expressivo de 55% em relação ao mês anterior, quando havia registrado 89,6 mil boepd. Esse avanço foi impulsionado, sobretudo, pela ampliação da participação no campo de Peregrino, que passou a responder por 68,8 mil barris diários após a aquisição de mais 40% da área – movimento estratégico que reforça a capacidade de crescimento da petroleira.
No trimestre, a PRIO (PRIO3) também apresentou números impressionantes ao vender 5,2 milhões de barris, um crescimento de 360,4% frente ao trimestre anterior. Apesar do desempenho operacional positivo, a companhia enfrentou desafios em Albacora Leste, onde uma falha no sistema de compressão de gás – sem redundância disponível – impactou temporariamente a produção. A expectativa é que a correção ocorra ainda na primeira metade de dezembro, minimizando efeitos adversos nos próximos resultados.
Resultados financeiros do 3º trimestre de 2025
No terceiro trimestre de 2025, a PRIO reportou lucro líquido de US$ 64 milhões, representando uma queda de 59% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro ex-IFRS 16 ficou em aproximadamente US$ 92 milhões, retração anual de 44%. A produção média no trimestre foi de 88,2 mil boepd, 11,9% abaixo dos 100,1 mil boepd registrados no trimestre imediatamente anterior, refletindo os desafios operacionais enfrentados.
Por outro lado, as vendas atingiram 8,8 milhões de barris, alta de 8,2% em comparação ao segundo trimestre. A receita total somou US$ 607 milhões, enquanto a receita líquida alcançou US$ 558 milhões, avanços anuais de 22% e 18%, respectivamente. A análise da distribuição de receitas revela o campo de Frade como principal fonte (37,6%), seguido por Albacora Leste (33,2%), Polvo/TBMT (14,8%) e Peregrino (14,4%).
As despesas gerais e administrativas totalizaram US$ 29 milhões, um aumento de 34% impulsionado principalmente por maiores gastos com pessoal. Outras receitas e despesas operacionais cresceram 78% em relação ao ano anterior, reflexo do reconhecimento do OPEX de setembro do campo de Peregrino como perda no período.
Análise e perspectivas
O desempenho operacional recorde da PRIO evidencia a eficácia de sua estratégia de expansão e diversificação de ativos, mesmo diante de desafios pontuais em determinados campos. O aumento expressivo nas vendas e receitas reforça a resiliência da companhia em um cenário de volatilidade do setor de óleo e gás. Para investidores atentos ao setor, acompanhar a evolução dos resultados operacionais e financeiros da PRIO é fundamental para identificar oportunidades e riscos no médio prazo.
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