Petroleira privada amplia produção e vendas, mas ações recuam devido a fatores externos e crise venezuelana
A Prio (PRIO3) registrou um desempenho operacional expressivo em 2025, mesmo diante de um cenário de volatilidade no mercado de petróleo e tensões políticas na Venezuela. As ações da companhia recuaram 1,46% nesta segunda-feira, refletindo a sensibilidade dos investidores a fatores externos e à recente rentabilidade negativa acumulada de 17,69% nos últimos dois anos. Ainda assim, os números operacionais da petroleira privada mais relevante do Brasil mostram resiliência e potencial de crescimento.
Produção e vendas em alta
No acumulado de 2025, a produção consolidada da Prio atingiu 106,3 mil barris equivalentes de óleo por dia (boepd), com um pico notável em dezembro, quando a produção saltou para 155,5 mil boepd. Esse avanço operacional é resultado direto da estratégia de expansão da companhia, especialmente após a aquisição de 80% do campo de exploração Peregrino, anteriormente controlado pela norueguesa Equinor (EQNR) . A integração desse ativo fortaleceu a capacidade produtiva da Prio e ampliou sua presença no segmento offshore.
No que diz respeito às vendas, a Prio comercializou 38,1 milhões de barris de petróleo ao longo de 2025, consolidando sua posição de destaque entre as petroleiras privadas nacionais. O mês de dezembro registrou vendas de aproximadamente 4,5 milhões de barris, enquanto novembro foi o período de maior volume, com 5,1 milhões de barris negociados. Esses resultados evidenciam a eficiência operacional e a capacidade de monetização dos ativos da companhia, mesmo em um ambiente de incertezas globais.
Análise de mercado e perspectivas
Apesar da performance operacional robusta, o desempenho das ações da Prio reflete o impacto de fatores macroeconômicos e geopolíticos, como a crise venezuelana, que afeta a percepção de risco no setor de óleo e gás. Ainda assim, a trajetória de longo prazo da empresa impressiona: um investimento de R$ 1 mil em PRIO3 há dez anos teria se transformado em mais de R$ 184 mil, considerando o reinvestimento de dividendos, superando amplamente o retorno do Ibovespa (IBOV) no mesmo período.
A Prio segue consolidada como a maior petroleira privada do Brasil, com atuação diversificada em exploração, produção, comercialização e transporte de petróleo e gás. Embora a Petrobras (PETR4) mantenha a liderança absoluta em escala por ser estatal, a Prio demonstra capacidade de inovação e crescimento sustentável no ambiente competitivo nacional.
Para investidores atentos ao setor de óleo e gás, acompanhar o desempenho operacional e financeiro da Prio é fundamental. A plataforma AUVP Analítica oferece recursos como o Simulador de Rentabilidade , que permite projetar cenários de investimento em PRIO3 e comparar retornos históricos com outros ativos do mercado brasileiro.