Recuperação dos metais preciosos atrai investidores e valoriza ativos no Brasil e exterior
O mercado de metais preciosos voltou a surpreender investidores nesta segunda-feira, com a cotação da prata ultrapassando a marca dos US$ 80 por onça-troy e sinalizando uma recuperação robusta após o tombo histórico do fim de janeiro. O movimento ocorre poucos dias depois de um dos piores desempenhos diários desde a crise financeira de 2008, quando ouro e prata chegaram a recuar até 25% em apenas uma sessão, arrastando ETFs e mineradoras para o vermelho.
Recuperação dos metais preciosos e impacto no mercado
A reviravolta foi impulsionada por uma combinação de fatores macroeconômicos e ajustes de portfólio globais. No mercado físico, as barras de ouro subiram 2%, atingindo US$ 5.063,88 por onça-troy, enquanto os contratos futuros com vencimento em abril avançaram 2,2%, cotados a US$ 5.087,10. Já a prata, negociada na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), disparou 7,09% nos contratos futuros de março, alcançando US$ 82,33 por onça-troy. Vale lembrar que, no auge da pressão vendedora, o metal chegou a ser negociado a apenas US$ 70 por onça-troy.
O enfraquecimento do dólar, refletido na queda de quase 1% do índice DXY, contribuiu para o apetite renovado por metais preciosos. Investidores globais buscaram proteção e diversificação, recompondo posições em ouro e prata diante das incertezas econômicas e da expectativa pela divulgação do payroll norte-americano, prevista para 13 de fevereiro.
ETFs e mineradoras acompanham o movimento
O reflexo dessa recuperação também foi sentido nos principais ETFs e ações do setor. O ETF GOLD11, negociado na B3 e atrelado ao preço do ouro, valorizou-se 1,56%, sendo cotado a R$ 27,34. As ações da mineradora Aura Minerals (AURA33) tiveram alta expressiva de 7,44%, negociadas a R$ 122,82, acumulando quase 40% de valorização em 2026.
No exterior, o ETF IAU, que replica o preço do ouro físico, avançou 2,08%, com cotas a US$ 95,17. O ETF SLV, espelhando a cotação da prata, saltou 7,11%, chegando a US$ 75,18 por cota. Outros destaques foram o GDXJ, que reúne mineradoras de ouro júnior, com alta de 5,55% (US$ 135,69), e o SILJ, focado em mineradoras de prata júnior, que subiu 5,19% (US$ 34,47).
Análise e perspectivas para investidores
O cenário reforça a importância de monitorar a volatilidade das commodities metálicas e os movimentos do dólar, que seguem como vetores centrais para o desempenho de ouro e prata. A recomposição de carteiras e o interesse renovado por ativos de proteção sugerem que o segmento pode continuar atraindo fluxo, especialmente em períodos de incerteza global.
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