Alta do petróleo chega a 40% e governo brasileiro anuncia medidas para conter aumento do diesel
Os preços do petróleo voltaram a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio.
Nesta sexta-feira (13), o Brent, referência internacional, subia 0,8% e era negociado a US$ 100,30, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) era cotado a US$ 95,98. Desde o início do conflito na região, a valorização acumulada do petróleo já chega a cerca de 40%, refletindo o nervosismo dos mercados globais diante do risco de interrupções no fornecimento.
Alívio temporário no mercado
Apesar do cenário de alta, os preços do petróleo recuaram levemente após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos conceder uma licença temporária para a compra de petróleo russo retido no mar. A autorização, válida por 30 dias até 11 de abril, permite que países adquiram carregamentos de petróleo e derivados russos embarcados até quinta-feira (12). Segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, a medida busca ampliar o alcance da oferta global existente, mas tem caráter limitado e não altera o quadro de incerteza predominante.
Importância da Rússia e riscos geopolíticos
A Rússia permanece como um dos principais players do mercado, respondendo por cerca de 10% da oferta global e produzindo entre 9 e 10 milhões de barris diários. Mesmo com o alívio pontual proporcionado pela licença dos EUA, o mercado segue atento aos desdobramentos da guerra e ao potencial de novas restrições logísticas ou sanções.
Outro fator de atenção é o posicionamento do Irã. Nesta sexta-feira, o embaixador iraniano na ONU afirmou que Teerã não pretende fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento do petróleo mundial, mas reforçou o direito do país de garantir a segurança da região. A declaração veio após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, sugerir que o estreito deveria permanecer fechado, aumentando a apreensão dos investidores.
Impacto no Brasil e resposta do governo
A disparada do petróleo já provocou reações no Brasil. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para evitar que a alta da commodity se traduza em aumentos expressivos no preço do diesel. Entre as ações, estão a isenção de impostos federais sobre o diesel e a criação de subsídios ao setor. A Petrobras (PETR4) já confirmou adesão ao pacote, sinalizando alinhamento com a estratégia do governo para mitigar impactos inflacionários e proteger o consumidor.
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