Positivo assegura que seguro de crédito cobre riscos financeiros e mantém resultados sólidos em 2026
A recente solicitação de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia (BHIA3) acendeu um alerta no mercado de eletrônicos, especialmente entre investidores atentos ao risco de efeito dominó no setor. No entanto, a Positivo Tecnologia (POSI3) agiu rapidamente para tranquilizar o mercado financeiro e seus acionistas, esclarecendo que o episódio não trará impactos materiais sobre suas operações ou demonstrações financeiras de 2026. O motivo central dessa blindagem é a proteção integral via seguro de crédito, que cobre a totalidade do montante a receber da varejista.
Contexto e exposição controlada
O temor de que a crise da Casas Bahia pudesse contaminar fornecedores foi dissipado pelo posicionamento firme da diretoria da Positivo. Segundo a companhia, os valores pendentes junto à rede varejista representam apenas uma fração modesta de sua estrutura de capitais, afastando riscos relevantes para o encerramento do exercício atual. Em números, a dívida da Casas Bahia com a Positivo soma cerca de R$ 19 milhões, o que equivale a apenas 2,7% do saldo líquido de contas a receber da empresa, conforme o balanço do segundo trimestre de 2026.
Blindagem financeira e gestão de risco
Para mitigar eventuais perdas decorrentes de inadimplência ou renegociação judicial de parceiros comerciais, a Positivo contratou uma apólice de seguro de crédito junto a duas grandes seguradoras do segmento. Esse mecanismo garante o ressarcimento integral da quantia devida caso os pagamentos sejam interrompidos pelo processo judicial da varejista, reforçando a solidez da gestão de risco da companhia.
Providências imediatas e monitoramento
Diante do novo cenário, a gestão da Positivo informou ter acionado prontamente as providências administrativas e comerciais cabíveis para conter eventuais danos. Além disso, a fabricante mantém o acompanhamento constante da recuperação judicial da Casas Bahia e se compromete a atualizar o mercado de capitais sobre quaisquer novos desdobramentos relevantes.
Resultados financeiros robustos
Mesmo diante do cenário desafiador no varejo, a Positivo apresentou resultados financeiros sólidos no segundo trimestre de 2026. O lucro líquido atingiu R$ 2,6 milhões, alta de 14,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda somou R$ 85,9 milhões, crescimento de 16,4% na comparação anual, elevando a margem Ebitda para 9,1%. A receita líquida também avançou, alcançando R$ 938,7 milhões entre abril e junho de 2026, um aumento de 11,5% frente ao mesmo intervalo de 2025.
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