Fintech capta R$ 2,5 bi na Nasdaq; Agibank e BRK Ambiental preparam ofertas no Brasil e EUA
O PicPay (PICS) acaba de marcar presença em Wall Street ao concluir sua oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq, atingindo um valor de mercado de impressionantes R$ 13 bilhões. A fintech brasileira captou mais de R$ 2,5 bilhões em capital estrangeiro, consolidando-se como um dos principais nomes do setor financeiro digital e reacendendo o interesse internacional por empresas brasileiras.
Este movimento encerra um hiato de quatro anos sem IPOs tradicionais de companhias brasileiras nos Estados Unidos. O último grande destaque havia sido o Nubank, que em 2022 levantou mais de R$ 10 bilhões na NYSE. Agora, o sucesso do PicPay pode abrir caminho para uma nova onda de listagens, com o Agibank já na fila: a instituição financeira protocolou recentemente seu pedido de IPO na SEC, mirando captar até US$ 1 bilhão e avaliando-se em US$ 1,5 bilhão. A expectativa é que as ações do Agibank sejam negociadas sob o ticker AGBK, embora a data oficial ainda não tenha sido divulgada.
O cenário de IPOs brasileiros não se limita ao exterior. A BRK Ambiental, por exemplo, prepara uma oferta primária e secundária de ações na B3, reforçando o apetite do mercado por novas oportunidades. Segundo levantamento da própria bolsa brasileira, pelo menos 50 empresas já estariam prontas para abrir capital, aguardando apenas o momento ideal para lançar suas ofertas.
Especialistas do setor, como Ulrike Hoffmann, da UBS Global Wealth Management, e Victor Rosa, do Scotiabank, apontam para uma tendência de operações mais robustas e líquidas, distantes dos IPOs menores e mais localizados que marcaram o ciclo de 2021. O ambiente macroeconômico, especialmente as decisões do Copom sobre a taxa de juros, será determinante para o ritmo dessas aberturas de capital. Caso se confirme uma trajetória de queda nos juros, o mercado tende a se tornar ainda mais receptivo a novas empresas na B3.
Além disso, a bolsa brasileira busca ampliar o leque de opções para investidores com o lançamento do Regime Fácil, voltado para empresas com faturamento anual de até R$ 500 milhões. A iniciativa promete destravar o potencial de companhias de menor porte, oferecendo regras e custos proporcionais à sua realidade e estimulando a diversidade de emissores no mercado de capitais nacional.
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