Desempenho econômico fraco afeta bolsa japonesa e mineradoras, com impacto em empresas brasileiras como Vale
Crescimento do PIB do Japão e impacto nos mercados
O crescimento do PIB do Japão no último trimestre de 2025 ficou aquém das expectativas do mercado, registrando uma alta modesta de apenas 0,2%. O resultado decepcionante reforça os desafios enfrentados pelo governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, que agora precisa lidar com um cenário econômico de recuperação lenta e incertezas quanto à eficácia das políticas de estímulo fiscal. O desempenho abaixo do esperado do Produto Interno Bruto japonês repercutiu imediatamente na bolsa de valores local.
O índice Nikkei-225, principal termômetro do mercado acionário do Japão, recuou 0,24% nesta segunda-feira (16), fechando aos 56.806,41 pontos. Vale lembrar que, na semana anterior, o índice havia acumulado valorização superior a 5%, evidenciando a volatilidade que permeia o mercado japonês diante de dados econômicos frágeis.
Entre as empresas mais impactadas, a Toyota viu suas ações caírem 2,86% na Bolsa de Tóquio, cotadas a ¥ 3.666,00 (cerca de R$ 124,88). Apesar da queda pontual, a montadora japonesa tem se beneficiado da desvalorização do iene, que favorece suas exportações e impulsiona o desempenho no acumulado dos últimos 12 meses. O investidor que aplicou R$ 1 mil em ações da Toyota há um ano teria hoje R$ 1.231,02, considerando o reinvestimento dos dividendos em dólar. Para efeito de comparação, o ETF IVVB11, que replica o desempenho das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, teria proporcionado um retorno de R$ 1.036,84 no mesmo período.
No campo político, o Partido Liberal Democrático, liderado por Sanae Takaichi, ampliou sua maioria no parlamento após as eleições legislativas antecipadas. O resultado fortalece a posição da primeira-ministra para avançar com sua agenda de estímulo fiscal, embora o ambiente econômico siga desafiador.
O cenário asiático nesta segunda-feira também foi marcado pelo baixo volume de negociações devido ao feriado do Ano Novo Lunar. Bolsas importantes como as da China, Taiwan e Coreia do Sul permaneceram fechadas, reduzindo a liquidez e impactando o mercado global de commodities metálicas. Mineradoras australianas, como Rio Tinto, Fortescue Metals e BHP Billiton, registraram quedas expressivas, o que pode trazer reflexos para empresas brasileiras como a Vale na reabertura do mercado nacional. Apesar das perdas no setor de mineração, o índice S&P/ASX 200 da Austrália encerrou o dia com leve alta de 0,22%, atingindo 8.937,10 pontos.
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