Sérgio Zimerman vende parte da Petz para controladores da Cobasi; fusão aprovada pelo Cade e nova ação AUAU3 prevista
Movimento estratégico no setor pet brasileiro
O setor pet brasileiro acaba de presenciar um movimento estratégico que promete redefinir o cenário do varejo especializado. Nesta terça-feira (30), Sérgio Zimerman, fundador e CEO da Petz Petz (PETZ3), realizou uma venda significativa de ações, transferindo parte relevante de sua participação para os controladores da Cobasi. O negócio marca o último grande ajuste societário antes da união definitiva entre as duas gigantes do segmento.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Zimerman agora detém 184,9 milhões de ações ordinárias da Petz, o equivalente a 41% do capital social da companhia. Esse volume inclui 11 milhões de instrumentos derivativos. Do outro lado da transação, estão o Kinea Private Equity V e a Tefra, ambos já acionistas controladores da Cobasi, que ampliaram sua fatia na Petz de 10,6% para 16,3%.
A consolidação entre Petz e Cobasi, no entanto, não foi um processo trivial. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a fusão em dezembro, mas impôs condições rigorosas para preservar a concorrência no setor. Entre as exigências, está a venda de 26 lojas físicas no estado de São Paulo, região onde a concentração das marcas é mais expressiva. Apesar do impacto, essas unidades representaram apenas 3,3% do faturamento combinado das empresas nos últimos 12 meses, sinalizando que a medida não compromete o potencial de crescimento do novo grupo.
O nascimento do grupo Petz Cobasi já tem data marcada: a combinação de negócios será concluída em 2 de janeiro de 2026, quando as operações passarão a ser unificadas sob uma nova holding. Uma das novidades mais aguardadas pelo mercado é a estreia do ticker AUAU3 na B3, simbolizando a nova fase da companhia. A reorganização societária prevê que a Petz se torne subsidiária integral da Cobasi, unificando as bases acionárias e abrindo caminho para capturar sinergias operacionais estimadas entre R$ 220 milhões e R$ 330 milhões anuais.
Para investidores atentos às oportunidades do setor, acompanhar a evolução desse novo grupo pode ser decisivo. A ferramenta de Comparador de Ações da AUVP Analítica oferece uma análise detalhada dos principais indicadores das empresas do segmento, permitindo avaliar o potencial de valorização e sinergias após a fusão.