Metal precioso sobe 3,41% e destaca Aura Minerals (AURA33) e ETFs internacionais IAU e GDXJ
Ouro volta a ganhar destaque com recuperação robusta no mercado internacional
O ouro, tradicionalmente visto como um porto seguro em tempos de incerteza, voltou a ganhar destaque no mercado internacional ao se aproximar novamente da marca de US$ 4,5 mil por onça-troy. Após um período de perdas expressivas — acumulando queda de 15% nos últimos 30 dias — o metal precioso ensaiou uma recuperação robusta nesta quarta-feira (25), com contratos futuros para abril subindo 3,41% e atingindo US$ 4.452,30 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).
O cenário geopolítico tem sido determinante para essa reviravolta. O avanço nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Israel, especialmente diante das tensões com o Irã, trouxe alívio aos mercados globais. Esse movimento reduziu a aversão ao risco, impactando não apenas o ouro, mas também derrubando as cotações do petróleo. Historicamente, há uma relação inversa entre os preços dessas duas commodities: quando o petróleo se valoriza rapidamente, o ouro tende a sofrer, já que a mineração do metal depende fortemente de energia, principalmente do diesel, tornando-se mais cara em cenários de petróleo elevado.
Com o petróleo Brent ameaçando romper o patamar dos US$ 100 por barril, os fundos de índice (ETFs) atrelados ao ouro respiraram aliviados. O iShares Gold Trust (IAU), negociado nos Estados Unidos, avançou 3,03%, cotado a US$ 85,27 por cota. Já o VanEck Junior Gold Miners ETF (GDXJ), que reúne mineradoras júnior de ouro com alto potencial de crescimento global, subiu 3,19%, sendo negociado a US$ 113,29 por cota.
No Brasil, o reflexo positivo também foi sentido nas ações da Aura Minerals (AURA33), listadas na B3, que dispararam 7,74% e alcançaram R$ 124,96, aproximando-se da máxima anual de R$ 154,78. O desempenho reforça o apetite dos investidores por ativos ligados ao ouro, especialmente em momentos de volatilidade internacional.
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