Investidores buscam proteção com metais preciosos enquanto petróleo reage à crise na Venezuela
O início de 2026 já se mostra turbulento para os mercados globais, com tensões geopolíticas elevando a busca por ativos de proteção.
Em meio à incerteza sobre o futuro da Venezuela, investidores intensificam a procura por segurança em suas carteiras, impulsionando o ouro e a prata a patamares históricos.
Ouro e prata em máximas históricas
O ouro, tradicional refúgio em tempos de instabilidade, registrou uma valorização expressiva de 2,5% na última segunda-feira, atingindo o recorde de US$ 4,4 mil por onça-troy. A prata, por sua vez, surpreendeu ainda mais: saltou 7% em um único dia e já acumula alta superior a 160% nos últimos doze meses, sendo negociada próxima a US$ 79 por onça-troy. Esses movimentos refletem a crescente aversão ao risco e a busca por proteção diante das incertezas políticas e econômicas globais.
A valorização não se limita apenas ao ouro e à prata. Outros ativos ligados a recursos naturais também vêm sendo beneficiados, já que, em períodos de volatilidade, investidores tendem a migrar para commodities consideradas seguras. Como destacou Stephen Innes, da SPI Asset Management, o momento é de busca por confiança com garantia, e não de euforia desenfreada.
Petróleo: dinâmica distinta em meio à crise venezuelana
Apesar de também ser um recurso natural, o petróleo segue trajetória diferente. A Venezuela, detentora de uma das maiores reservas mundiais, poderia teoricamente ampliar a oferta global. No entanto, especialistas apontam que anos de má gestão e sanções econômicas dificultam qualquer mudança rápida no cenário de produção e exportação, mesmo diante de possíveis intervenções internacionais.
O petróleo Brent, referência internacional, fechou a segunda-feira com alta de 1,6%, cotado a US$ 61,82 por barril, e já ultrapassa os US$ 62 nesta terça-feira. A volatilidade deve persistir, refletindo a sensibilidade do mercado às notícias vindas da América Latina e ao contexto geopolítico mais amplo.
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