Ações da Natura sobem 12% na semana com Advent adquirindo até 10% e recomendação de compra do BofA
A Natura ( NATU3 ) voltou a ser destaque no mercado financeiro nesta semana, impulsionada por uma sequência de anúncios estratégicos e pela forte valorização de suas ações. O papel encerrou a última quinta-feira cotado a R$ 10,35, acumulando alta de 12% na semana e consolidando-se como o melhor desempenho dentro da carteira teórica do Ibovespa (IBOV) . No acumulado de 2026, a valorização já ultrapassa 40%, superando com folga a alta de 17% do índice no mesmo período.
O principal catalisador desse movimento foi o anúncio do compromisso da Advent International em adquirir entre 8% e 10% das ações da Natura no mercado secundário, com preço-alvo médio de R$ 9,75, em até seis meses. A chegada de um novo sócio estratégico reforça a confiança do mercado na companhia e sinaliza uma nova fase de governança, marcada também pelo anúncio de um acordo de acionistas de dez anos e pela migração dos fundadores para um conselho consultivo.
A reação dos analistas não tardou. O Bank of America (BofA) elevou a recomendação das ações de neutra para compra, revisando o preço-alvo de R$ 9 para R$ 14 ao fim de 2026. Isso representa um potencial de valorização de 35,3% sobre o fechamento mais recente. Segundo o BofA, mesmo após a forte alta, os papéis da Natura ainda negociam com desconto frente a concorrentes globais, enquanto o mercado antecipa avanços em eficiência operacional, disciplina de custos e reinvestimento na marca. Os analistas destacam que há espaço para ganhos adicionais por meio de ajustes na estrutura de custos, revisão de estratégias de mercado e aprimoramento dos canais de distribuição.
O Citi também revisou para cima o preço-alvo da Natura, de R$ 11,30 para R$ 12, mantendo, porém, recomendação neutra e classificação de alto risco. Para o banco, a resposta positiva do mercado reflete o processo de simplificação da companhia e a entrada de um novo acionista estratégico. No entanto, os analistas mantêm cautela quanto ao potencial de crescimento da Avon, subsidiária da Natura, ressaltando que novos investimentos dependerão da resposta do consumidor.
O consenso entre os grandes bancos é que as recentes mudanças no conselho e na estrutura acionária devem direcionar a Natura para uma gestão mais focada em resultados e execução operacional. O mercado observa de perto os próximos passos da companhia, que busca consolidar sua posição de liderança e capturar novas oportunidades de crescimento.
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