Banco eleva fatia para 5,1% e destaca resultados sólidos da C&A no 3º trimestre de 2025
Participação estratégica e reação do mercado
O Morgan Stanley movimentou o mercado ao anunciar uma participação relevante na C&A C&A (CEAB3), conforme comunicado oficial da companhia. A notícia impulsionou as ações da varejista, que figuraram entre as maiores altas do dia, chegando a subir 4,42% e sendo negociadas a R$ 13,00 por volta do meio-dia, horário de Brasília.
Segundo o documento divulgado, o Morgan Stanley inicialmente reduziu sua fatia para 4,9% do capital social da C&A, equivalente a 15.139.060 ações ordinárias. No entanto, já no dia seguinte, o banco voltou a ampliar sua posição, passando a deter 15.843.938 ações, o que representa 5,1% do capital social da companhia. O banco esclareceu que o investimento tem caráter estritamente financeiro, sem intenção de influenciar o controle ou a administração da empresa.
Esse movimento reforça a atratividade da C&A no cenário de varejo brasileiro, especialmente diante do interesse de grandes instituições financeiras globais. A presença de um player como o Morgan Stanley tende a aumentar a visibilidade da companhia e pode sinalizar confiança no potencial de valorização das ações.
Desempenho operacional robusto no 3º trimestre de 2025
O otimismo do mercado também se apoia nos resultados sólidos apresentados pela C&A no terceiro trimestre de 2025. A companhia reportou lucro líquido de R$ 69,5 milhões, um avanço expressivo de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda atingiu R$ 321,3 milhões, alta de 8,7% na comparação anual, refletindo ganhos operacionais consistentes.
A receita líquida consolidada somou R$ 1,84 bilhão, crescimento de 2,3%, enquanto a gestão eficiente do capital de giro permitiu uma redução de nove dias no ciclo de conversão de caixa e a geração de R$ 243,8 milhões em fluxo de caixa livre. Esses indicadores reforçam a capacidade da C&A de entregar resultados mesmo em um ambiente desafiador para o varejo.
Perspectivas e análise de mercado
A entrada e os ajustes de participação do Morgan Stanley são acompanhados de perto por investidores atentos às tendências do setor e à performance da C&A. O movimento pode indicar uma visão positiva sobre o futuro da companhia, especialmente considerando seu desempenho operacional recente e a resiliência demonstrada em meio à volatilidade econômica.
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