Economista com experiência internacional pode influenciar política monetária e decisões do Copom até 2029
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou o economista Tiago Cavalcanti para uma das vagas abertas na diretoria do Banco Central do Brasil, em um movimento que pode redefinir o perfil técnico da autoridade monetária nacional. A nomeação, que ainda depende da escolha formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da aprovação do Senado Federal, ocorre em um momento estratégico, no qual o governo busca reforçar a credibilidade do Banco Central e sinalizar alinhamento com padrões internacionais de política monetária.
Formação acadêmica e reconhecimento internacional
Natural de Pernambuco, Tiago Cavalcanti construiu uma trajetória sólida no meio acadêmico. Graduado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco, ele aprofundou sua formação com mestrado e doutorado na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, onde foi agraciado com prêmios de destaque acadêmico como o Langoff Award e o Hans Brems Award. Atualmente, Cavalcanti é professor na University of Cambridge e fellow do Trinity College, desenvolvendo pesquisas em macroeconomia, desenvolvimento econômico e sistemas de crédito. Seus estudos abordam temas como crescimento de longo prazo, funcionamento do mercado de crédito e impactos institucionais sobre a economia, o que lhe confere reconhecimento internacional, mesmo mantendo um perfil discreto no mercado financeiro brasileiro.
Atuação no Brasil e influência nos debates econômicos
No cenário nacional, Cavalcanti já foi professor visitante na FGV-EESP e colunista do jornal Valor Econômico, além de ter contribuído com propostas para campanhas presidenciais, especialmente em temas ligados a crescimento sustentável e eficiência institucional. Sua indicação reflete a intenção do Ministério da Fazenda de fortalecer a diretoria do Banco Central com profissionais de formação técnica robusta e experiência internacional, capazes de dialogar com o mercado global e compreender os desafios econômicos do Brasil.
Impacto potencial na diretoria do Banco Central e no Copom
Caso seja aprovado pelo Senado, Tiago Cavalcanti poderá assumir uma diretoria com mandato até dezembro de 2029, em áreas estratégicas como Política Econômica ou Organização do Sistema Financeiro. Nessas funções, terá voto no Comitê de Política Monetária (Copom), influenciando decisões cruciais sobre a taxa Selic (SELIC) e a condução da política monetária, além de participar do controle da inflação, da estabilidade do sistema financeiro e da regulação da concorrência bancária. Sua eventual entrada ocorre em um contexto de transição no Banco Central, em que a autonomia técnica e a previsibilidade das decisões são observadas de perto pelo mercado.
A indicação de Cavalcanti busca transmitir continuidade institucional e ampliar o debate interno, trazendo para a diretoria um economista com sólida formação acadêmica e experiência internacional. Para investidores atentos ao impacto das decisões do Banco Central sobre o mercado financeiro, a plataforma AUVP Analítica oferece o Calendário de Proventos, uma ferramenta essencial para acompanhar datas de distribuição de dividendos e planejar estratégias diante das mudanças na política monetária.