FGC já indenizou 80% dos clientes com R$ 35,1 bilhões; governo prioriza transparência e controle
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a se pronunciar nesta terça-feira (3) sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master, um dos episódios mais marcantes do setor bancário brasileiro nos últimos anos. Em entrevista à Rádio Band, Haddad revelou que só tomou conhecimento da gravidade dos problemas envolvendo o banco após a chegada de Gabriel Galípolo à presidência do Banco Central, classificando a situação como "opaca" até então.
Contexto e transparência no caso Banco Master
Segundo Haddad, até 2024 não havia indícios claros sobre a extensão dos riscos que o Banco Master representava ao sistema financeiro. O ministro destacou que, durante sua convivência com o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, nunca houve discussões específicas sobre o banco. A real dimensão do problema só veio à tona quando surgiram propostas para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que acendeu o alerta na equipe econômica.
Impactos sistêmicos e preocupação do governo
A preocupação do Ministério da Fazenda se intensificou diante da possibilidade de uma quebra bancária gerar consequências tributárias severas e afetar fundos de pensão que detinham títulos do Master. Haddad enfatizou que, ao perceber a gravidade do caso, o presidente da República orientou que todas as informações fossem encaminhadas às autoridades competentes, priorizando uma abordagem técnica e transparente para resolver a crise.
FGC acelera ressarcimento aos investidores
Com o fechamento do Banco Master pelo Banco Central, o FGC passou a atuar rapidamente para ressarcir os correntistas prejudicados. Até o momento, cerca de 80% dos clientes já foram indenizados, totalizando R$ 35,1 bilhões depositados nas contas dos beneficiários. A expectativa é que pelo menos R$ 40 bilhões sejam repassados aos investidores, minimizando o impacto financeiro para milhares de pessoas físicas e jurídicas.
Orientações aos credores e próximos passos
O FGC recomenda que os credores mantenham ativas as notificações em seus aplicativos para acompanhar o andamento dos pagamentos e eventuais providências necessárias. O episódio reforça a importância da vigilância regulatória e da transparência na gestão de crises bancárias, temas que devem permanecer no centro do debate econômico nacional.
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