Lucro recorde e contratos bilionários destacam resiliência da Micron em 2026, apesar da queda geral do mercado
A valorização da Micron (MUTC34) chama atenção dos investidores globais, mesmo em um cenário de queda generalizada na bolsa Nasdaq.
A gigante do setor de semicondutores encerrou o pregão com uma impressionante alta de 15%, enquanto Wall Street registrava perdas expressivas. O desempenho da Micron reflete não apenas sua resiliência, mas também o vigor do segmento de tecnologia diante de desafios macroeconômicos.
Na B3, os BDRs da Micron são negociados a R$ 1.040, acumulando uma valorização superior a 260% apenas em 2024, segundo dados da bolsa brasileira. Esse movimento de alta foi impulsionado pelo balanço financeiro surpreendente divulgado pela companhia. No terceiro trimestre fiscal de 2026, a Micron reportou um lucro de US$ 25,11 bilhões, superando com folga as expectativas do mercado, que giravam em torno de US$ 20,78 bilhões. As receitas também vieram acima do esperado, atingindo US$ 41 bilhões, frente à projeção de US$ 35 bilhões dos analistas.
O destaque do trimestre ficou por conta do avanço nos contratos de longo prazo, especialmente aqueles relacionados a data centers. A Micron já fechou 16 parcerias estratégicas com grandes empresas, garantindo uma previsibilidade de US$ 100 bilhões em receitas futuras. Esse movimento reforça a posição da companhia como uma das principais fornecedoras globais de componentes eletrônicos, em um contexto de aumento dos preços desses produtos. Embora a alta pressione os clientes, ela também amplia as margens de lucro da fabricante.
O otimismo em torno da Micron contagiou outras empresas do setor. A SanDisk, por exemplo, registrou alta de 21% no mesmo pregão, levando suas ações a US$ 2,3 mil. O setor de semicondutores segue aquecido, impulsionado pela demanda crescente por tecnologia e infraestrutura digital.
Vale lembrar que, no mês passado, a Micron já havia protagonizado outro salto histórico, ao valorizar quase 20% em um único dia e ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Atualmente, a companhia soma cerca de US$ 1,3 trilhão, consolidando-se entre as maiores do mundo.
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