Tratado deve impulsionar PIB brasileiro em 0,46% até 2040 e abrir novas oportunidades econômicas
Após 26 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia finalmente recebeu aprovação dos europeus, abrindo caminho para uma nova era de oportunidades econômicas para o Brasil e seus parceiros sul-americanos. A expectativa é que o tratado impulsione o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicando um acréscimo de 0,46% até 2040, o que representa um potencial comercial de US$ 9,3 bilhões.
Contexto e impacto econômico
O acordo, considerado um dos maiores tratados de livre comércio do mundo, une dois blocos que juntos somam mais de 700 milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões. Entre os países do Mercosul, o Brasil desponta como o maior beneficiado, enquanto os demais membros devem registrar um crescimento econômico de 0,2%. Para a União Europeia, o impacto estimado é de 0,06% de aumento no PIB, evidenciando o peso estratégico do Brasil nesse novo cenário global.
Análise geopolítica e sinalização internacional
Especialistas destacam que a aprovação do acordo ocorre em um momento de tensões comerciais globais, especialmente diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos. O tratado é visto como uma resposta geopolítica relevante, reforçando os laços do Brasil e do Mercosul com a Europa e sinalizando abertura ao comércio internacional como motor de crescimento. O presidente Lula celebrou a decisão, classificando-a como histórica para o multilateralismo e ressaltando a importância do pacto para mais de meio bilhão de pessoas.
Próximos passos e desafios
Apesar da aprovação europeia, o acordo ainda precisa ser ratificado individualmente pelos países do Mercosul e pelo Parlamento Europeu antes de entrar em vigor. A expectativa é que esse processo seja concluído ainda este ano, consolidando o tratado como um marco para o comércio internacional e para a integração entre os continentes.
Reações do setor produtivo brasileiro
Entidades representativas das indústrias brasileiras, como a Fiesp, manifestaram apoio ao acordo, embora ressaltem que o texto não é perfeito. Para o setor produtivo, o desafio agora é elevar a competitividade e buscar excelência para aproveitar ao máximo as oportunidades que o tratado oferece. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços destacou o caráter histórico do acordo, que integra dois dos maiores blocos econômicos do planeta e representa o maior pacto comercial já negociado pelo Mercosul.
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